Roger Ebert e o Filme dos Anos 90 que Ele Detestou

Horácio T

O Filme de Ficção Científica dos Anos 90 que Roger Ebert Detestou

Em 1998, Bruce Willis e Morgan Freeman se tornaram heróis, salvando a Terra de dois asteroides ameaçadores em “Deep Impact” e “Armageddon”. Esses blockbusters chegaram aos cinemas quase simultaneamente, criando uma disputa única. Contudo, enquanto ambos os filmes dividiam opiniões, o crítico Roger Ebert expressou um desgosto particular por “Armageddon”, de Michael Bay. Ebert não poupou críticas, chegando a afirmar que “Deep Impact” parecia digno da lista do American Film Institute em comparação.

Bruce Willis' Harry S. Stamper is seen in closeup in Armageddon

O Desgosto de Ebert por “Armageddon”

“Armageddon” é um filme que reconhece seu próprio absurdo, mas nem todos os críticos estavam dispostos a abraçá-lo. Recebeu várias indicações ao Framboesa de Ouro, uma premiação que muitos acreditam já deveria ter sido extinta. As críticas eram unânimes em apontar o estilo de edição frenético e a falta de profundidade intelectual do filme. No entanto, apesar das críticas, “Armageddon” foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 553,7 milhões contra um orçamento de US$ 140 milhões.

Ainda assim, o filme permanece na lista dos mais odiados por Ebert, que lhe deu apenas uma estrela, descrevendo-o como “o primeiro trailer de 150 minutos”. O crítico não se incomodou apenas com a edição; ele criticou a falta de originalidade e realismo do filme.

Por que “Armageddon” foi Ridicularizado por Ebert

Bruce Willis' Harry S. Stamper walks alongside Ben Affleck's A.J. Frost in Armageddon

Apesar de ser o maior sucesso de bilheteria de 1998, “Armageddon” é também o exemplo clássico de um blockbuster dos anos 90. É o tipo de filme que “Os Simpsons” parodiariam com prazer – um espetáculo bombástico que, embora incoerente, diverte quem já espera isso. Entretanto, Ebert não se impressionou.

O filme traz Bruce Willis como um perfurador de petróleo recrutado pela NASA para plantar uma bomba em um asteroide do tamanho do Texas. Essa premissa absurda não convenceu Ebert, que considerou “Armageddon” um ataque aos sentidos e à lógica, comparando-o a um comercial de TV de 30 segundos.

Mesmo com toda a aversão, Ebert ainda concedeu uma estrela ao filme, algo surpreendente considerando sua tendência de simplesmente ignorar o sistema de estrelas para filmes que desprezava, optando por um mero “dedo para baixo”.

Ebert e a Lógica em “Armageddon”

Bruce Willis' Harry S. Stamper holds a US flag as he stands in a space suit in Armageddon

Além da edição, Ebert criticou a lógica do enredo de “Armageddon”. Ele questionou, por exemplo, o que aconteceria se uma parte do asteroide permanecesse intacta após a explosão. Michael Bay, por sua vez, sempre defendeu o filme como uma fantasia, uma diversão sem pretensões de realismo.

Apesar das críticas, o filme encontrou sua base de fãs. Em 2021, estudos científicos sugeriram que o enredo de “Armageddon” poderia ser possível, adicionando uma nova camada à discussão sobre a lógica do filme. No entanto, para Ebert, era um mundo de fantasia no qual ele preferia não entrar.

Conclusão

O filme “Armageddon”, embora criticado por sua falta de lógica e originalidade, continua sendo um exemplo fascinante de como a crítica e o público podem ver a mesma obra de maneiras tão diferentes. Para Roger Ebert, foi uma experiência a evitar, mas para muitos outros, é uma aventura cinematográfica nostálgica e divertida.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.