Se você saiu do cinema com a sensação de que O Telefone Preto 2 (Black Phone 2) ficou mais sombrio, mais espiritual e — sim — mais ousado do que o primeiro, você não está sozinho. O longa expande o universo criado em 2021, aprofunda os traumas de Finny e Gwen e transforma o Grabber em algo ainda mais perigoso: um espírito vingativo com novas regras e um passado que conecta diretamente a família dos protagonistas. Bora destrinchar tudo, sem enrolação?
A partir daqui, spoiler liberado do começo ao fim para o final explicado de O Telefone Preto 2.
O Grabber retorna como um espírito vingativo, ligado a um antigo acampamento onde ocorreram os seus primeiros assassinatos. Três meninos mortos ali — os primeiros alvos do assassino — permanecem “presas” ao local, e o medo que ainda ronda essas mortes alimenta o poder do espírito.
Pergunta sincera: você também ficou com a sensação de que o filme muda de chave quando “o medo coletivo” vira combustível do mal? Isso é muito 2025 — horror que se ancora em trauma e energia residual.
No primeiro filme já havia uma fagulha: Gwen tinha sonhos “premonitórios”. Em O Telefone Preto 2, essa fagulha vira chama. Ela passa a se conectar com mortos pelos sonhos e é guiada pelos três garotos do acampamento. Mais do que isso: a conexão cresce a ponto de ela conseguir “acessar” sua mãe no passado.
A jornada de Gwen é sobre entender que dom não é maldição — e, convenhamos, a personagem entrega o coração do filme.
Aqui está o golpe mais duro do roteiro: a mãe de Finny e Gwen, Hope, tinha os mesmos dons psíquicos da filha — e isso explica por que Finny também consegue “ouvir” os mortos. Hope trabalhou como conselheira no mesmo acampamento em que o Grabber atuou (lá ele era conhecido como “Wild Bill Hickok”). Ela presenciou, por meio das visões, o sequestro de um jornaleiro (sugerido ser o Billy).
Dói porque reescreve o passado com mais crueldade — e dá ainda mais sentido à sede de justiça dos irmãos.
No fundo, o filme é sobre duas coisas que a gente evita encarar: dor mal curada e fé de verdade (não a performática).
No fim, é a fé dos espíritos em Gwen, a fé de Finny na irmã e a fé dos vivos no que é certo que vencem o mal. Parece simples — e é justamente por isso que funciona.
O Telefone Preto 2 cresce onde muitos segundos filmes tropeçam. Amplia o universo com regras novas, dá protagonismo emocional à Gwen, reescreve o passado para cortar mais fundo e entrega um final que conversa com quem carrega cicatrizes. Se o primeiro era “sobre sobreviver”, o segundo é “sobre seguir vivendo”.
E você? Também sentiu que o filme é menos sobre fantasmas e mais sobre o que a gente faz com a dor que eles deixam?
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