Ethan Hawke Brilha em “Blue Moon”, Drama de 2025 com 91% no Rotten Tomatoes
Interpretar uma pessoa real no cinema de maneira autêntica é um desafio. E, quando essa pessoa é alguém que constantemente atua em sua própria vida, a tarefa se torna ainda mais complexa. Ethan Hawke, no entanto, consegue realizar essa façanha com maestria em “Blue Moon”. Este é o mais recente projeto de Hawke com o diretor Richard Linklater, um drama de 2025 aclamado pela crítica que agora está disponível na Netflix. Com uma impressionante pontuação de 91% no Rotten Tomatoes, o filme é uma obra imperdível.
Escrito por Robert Kaplow, que também recebeu uma indicação ao Oscar junto com Hawke, “Blue Moon” foca em Lorenz Hart, um lendário letrista norte-americano. Hart, interpretado por Hawke, é conhecido por suas obras icônicas, incluindo a canção que dá nome ao filme. A trama se passa em um período limitado de tempo, uma característica comum nos filmes de Linklater, como a trilogia “Before”. O enredo gira em torno das interações entre os personagens, especialmente após a estreia do musical “Oklahoma!”, escrito pelo antigo parceiro criativo de Hart, Richard Rodgers, interpretado por Andrew Scott.
Uma Vitrine Melancólica para Ethan Hawke e Companhia
Embora Lorenz Hart tenha sido uma figura real, a interpretação de Hawke em “Blue Moon” o transforma em um típico protagonista de Richard Linklater, e isso é um elogio. Nos momentos em que Hart não está filosofando sobre arte, vida e amor, é possível ver a dor e a angústia que ele tenta controlar. Hart é um indivíduo queer, baixo e reprimido, que transmite essa energia mesmo quando tenta negá-la. O filme deixa claro seu destino trágico desde o início, mas essa melancolia é retratada com sutileza nas cenas no bar, onde boa parte da ação acontece.
Andrew Scott, como Rodgers, oferece uma performance que equilibra reverência e ressentimento. Já Margaret Qualley brilha como Elizabeth Weiland, uma jovem criativa que desenvolve uma forte ligação com Hart. Linklater opta por uma direção discreta, permitindo que seus atores brilhem.
Apesar de pequenos problemas técnicos, como a utilização de truques de perspectiva para fazer Hawke parecer mais baixo, o filme se destaca como uma reflexão profunda sobre um artista complicado deixado para trás pela história. E, em uma nota mais leve, fique atento para um Easter egg inesperado de “Stuart Little” e ver a adaptação de M. Night Shyamalan sob uma nova perspectiva.
Conclusão
Com atuações impecáveis e uma narrativa envolvente, “Blue Moon” é mais do que um simples drama biográfico. É uma exploração poética e melancólica da vida de Lorenz Hart, que, nas mãos de Ethan Hawke e Richard Linklater, ganha vida com uma autenticidade tocante. Um verdadeiro tesouro cinematográfico que merece ser descoberto na Netflix.
