Redefinindo a Beleza em ‘The Makeup Remover Vol. 1’

Horácio T

A Arte de Redefinir a Beleza: Uma Análise de “The Makeup Remover Vol. 1”

No mundo atual, onde a maquiagem é frequentemente considerada essencial para a beleza e autoestima, o manhwa “The Makeup Remover”, de Lee Yeon, surge como uma obra que desafia essa narrativa. A série redefine os cosméticos, não como uma obrigação para se sentir bonita, mas como uma forma de expressão artística. O primeiro volume captura com sensibilidade as inseguranças enfrentadas sob os padrões de beleza impostos pela sociedade, ao mesmo tempo em que apresenta um profundo desenvolvimento de personagens e lições de vida significativas.

Featured Image: Manhwa Review: The Makeup Remover Vol. 1

Um Enredo de Descoberta Pessoal

A protagonista, Kim Yeseul, sempre ouviu que a universidade seria um momento de transformação visual. Contudo, ela se sente como a estudante menos atraente do campus, incapaz de aplicar maquiagem ou estilizar o cabelo. Enquanto seus colegas parecem sempre impecáveis, Yeseul se esconde atrás de sua câmera, determinada a concluir seu curso de fotografia.

É então que Cheon Yuseong, o maquiador mais requisitado da Coreia, entra em cena. Ele precisa de uma modelo para um concurso de TV e acredita que o rosto simples de Yeseul é a tela perfeita para exibir suas habilidades. Embora Yeseul não busque fama, ela deseja ser bonita o suficiente para chamar a atenção de seu antigo amor, Seungwoo. Mas ao mergulhar no mundo competitivo dos cosméticos, Yeseul começa a questionar se a aparência é realmente tudo.

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Reflexões sobre Beleza e Autoestima

A importância da maquiagem está profundamente enraizada na sociedade, onde muitos acreditam que é preciso seguir um padrão específico para ser atraente. No entanto, a maquiagem também pode ser uma ferramenta de criatividade e expressão pessoal, ajudando a desenvolver confiança. “The Makeup Remover” explora como a insegurança pode surgir quando nos sentimos obrigados a usar maquiagem para obter aprovação.

O manhwa destaca que, embora a maquiagem possa realçar a aparência externa, ela também pode ser usada para expressar sentimentos, comunicar-se e refletir a evolução pessoal. Esta obra apresenta um conceito claro de desenvolvimento de personagens, algo que falta em muitas histórias atuais, mas é essencial para que o leitor cresça junto com os personagens.

Personagens que Inspiram

Uma das partes mais envolventes deste manhwa é observar o crescimento mútuo de Yeseul e Yuseong. Ambos evoluem através das experiências que compartilham, desafiando e cuidando um do outro de maneiras significativas. Yeseul, inicialmente sem experiência com maquiagem, aprende a paciência e descobre que aplicar maquiagem é um processo próprio.

Por outro lado, Yuseong, embora seja um artista profissional, enfrenta desafios ao aplicar suas habilidades fora de sua perspectiva limitada. Em um desafio de maquiagem, ele aprende com Yeseul que a força feminina não precisa ser sexualizada, quebrando estereótipos comuns.

Colaboração e Crescimento

A relação entre Yeseul e Yuseong evolui naturalmente, ao contrário de muitas histórias que aceleram o desenvolvimento dos personagens. O diálogo e as ações mostram que eles genuinamente se ajudam, sem nada parecer forçado. Eles refletem sobre suas experiências e comunicam-se abertamente, tornando o crescimento deles tangível e autêntico.

Uma Experiência Pessoal

Como alguém que não usa maquiagem, identifiquei-me profundamente com a jornada de Yeseul. Assim como ela, percebi que tentar imitar o visual de outras pessoas não funciona se não combina com você. “The Makeup Remover” reforçou minha visão de que a maquiagem é uma forma de arte e que não preciso usá-la para me sentir bonita.

Para aqueles que veem a maquiagem como um jeito de realçar a beleza, isso é perfeitamente aceitável desde que não prejudique a saúde mental. Este primeiro volume oferece uma valiosa lição de vida e mal posso esperar para ler mais.

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Comparação de Capas: Coreana vs. Inglesa

Comparar a arte da capa original coreana com a versão em inglês é fascinante. Embora ambas apresentem ilustrações distintas, prefiro a versão coreana, que captura um momento mais tranquilo na relação dos personagens. A capa inglesa, no entanto, também é adorável, destacando-se especialmente pelo uso da fonte que lembra o blush, alinhando-se ao tema do manhwa.

Ilustrações das capas coreanas foram incluídas no verso, um detalhe que aprecio, pois oferece um vislumbre das diferentes interpretações artísticas da obra.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.