Por Que “Projeto Hail Mary” Muda o Final Perfeito do Livro (De Forma Positiva)
2026 pode ainda estar em seus primeiros meses, mas “Projeto Hail Mary” já surge como forte candidato a um dos melhores filmes do ano — quem sabe, até um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos. Sob a direção de Phil Lord e Chris Miller, esta aventura espacial promete cativar os fãs do gênero, trazendo um equilíbrio perfeito entre humor, otimismo e a amizade única entre o astronauta Ryland Grace (interpretado por Ryan Gosling) e seu amigo extraterrestre Rocky (com voz de James Ortiz).
Embora a adaptação cinematográfica se mantenha fiel ao romance de Andy Weir, autor de “Perdido em Marte”, o roteirista Drew Goddard tomou algumas liberdades criativas, especialmente no final. E essa mudança, segundo os diretores, faz toda a diferença na experiência do público.
O Poder de Escolher: Um Final Mais Profundo
O filme “Projeto Hail Mary” culmina em um momento crucial, onde Ryland Grace se acomoda no planeta Erid, lar de Rocky. Na obra literária, Ryland tem a opção de voltar à Terra, mas demonstra pouco interesse em fazê-lo. Já no filme, essa decisão é deixada mais em aberto, criando uma camada extra de significado.
Phil Lord e Chris Miller, em entrevista ao /Film, explicaram que o final com uma escolha deliberada é mais impactante. “Se ele está preso lá, é uma coisa. Se ele tem a chance de voltar e prefere ficar, isso diz tudo sobre essa relação”, afirmou Lord. Dessa forma, o filme destaca ainda mais a amizade entre Ryland e Rocky, concluindo com um passeio final à beira-mar.
Preservando o Espírito do Livro
Para os fãs do romance de Andy Weir, a notícia de que o filme manteria o emocionante desfecho no planeta Erid foi um alívio. Desde o início, Lord, Miller e Goddard concordaram em manter essa essência intacta. Miller destacou a importância de transmitir uma sensação de esperança, que é fiel ao espírito do livro.
A cena final, onde Ryland inicia sua aula com as crianças Eridian — carinhosamente chamadas de “bebês Muppets” por Miller —, proporciona um fechamento reconfortante para sua jornada. Ele se acomoda em uma rotina familiar em um mundo completamente novo, fazendo o que ama, quando não está salvando o universo, claro.
Conclusão
“Projeto Hail Mary” é uma celebração da amizade, escolha e esperança. Com um final que respeita e expande o material original, o filme convida o público a refletir sobre o poder das decisões que moldam nossas vidas. Afinal, quem não gostaria de terminar sua história ao lado de 50 pequenos Muppets?
“Projeto Hail Mary” já está em exibição nos cinemas.