Lanterns: Easter Eggs e Referências Clássicas Reveladas

Horácio T
Lanterns: Easter Eggs e Referências Clássicas Reveladas | Quadrinhos

O segundo episódio de Lanterns trouxe uma mistura intrigante de referências dos quadrinhos, mesmo que ainda não tenhamos visto muitas cenas de Hal Jordan e John Stewart em suas famosas roupas verdes. Os fãs foram presenteados com a menção aos Manhunters e a criação de um construto por John, além de um vislumbre de uma lanterna escondida em uma dimensão de bolso. Este conceito já é conhecido desde as histórias de John Broome e Gil Kane na Era de Prata dos quadrinhos.

Referências Clássicas e Easter Eggs

Um dos momentos mais empolgantes para os fãs foi a senha usada por Hal para dar a John acesso à sua dimensão de bolso. Ao aproximar-se da caixa que esconde o acesso, John pede que Hal fale. “Mogo não socializa”, diz Hal. Esta frase não só abre a caixa, como também anima os fãs dos quadrinhos, que a reconhecem como o título de uma história clássica de Alan Moore e Dave Gibbons.

“Mogo Doesn’t Socialize” aparece em 1985 no Green Lantern #188, parte de uma série de histórias chamadas Tales of the Green Lantern Corps.

A Evolução do Green Lantern Corps

O conceito do Green Lantern Corps foi uma inovação de Broome, Kane e o editor Julius Schwartz. Eles reinventaram o conceito de Lanterna Verde para a Era de Prata, introduzindo Hal Jordan em 1959 como membro dos guardiões intergalácticos. Outros membros, como Tomar-Re e Katma Tui, e vilões como Sinestro ganharam vida nas páginas dos quadrinhos no início dos anos 60.

No entanto, outros membros do Corps não receberam tanta atenção até a minissérie de 1981, Tales of the Green Lantern Corps, e as histórias posteriores que começaram a partir de 1982.

Histórias de Alan Moore e Suas Implicações

Alan Moore trouxe sua criatividade para o universo dos Lanternas Verdes, escrevendo três notáveis histórias para o Green Lantern Corps. Em “Tygers”, ele criou uma narrativa de terror envolvendo o planeta Ysmault. “Blackest Night” introduziu Rot Lop Fan, um Lanterna que interpreta os poderes em termos de som, e “Mogo Doesn’t Socialize” revelou que Mogo é, na verdade, um planeta senciente.

  • Tygers: Explica a decisão de um Lanterna anterior em confiar mais em uma nave espacial do que no anel.
  • Blackest Night: Mostra como Katma Tui recruta Rot Lop Fan, um Lanterna que não entende cores.
  • Mogo Doesn’t Socialize: Segue Bolphunga, um caçador de recompensas, em sua busca por Mogo, revelando a verdadeira natureza de Mogo como um planeta.

A Influência de Geoff Johns

Nos anos 2000, Geoff Johns resgatou elementos das histórias de Alan Moore, trazendo personagens e conceitos para o centro das tramas da DC Comics. Mogo se tornou uma presença regular nos quadrinhos, participando de eventos importantes como o crossover War of the Green Lanterns de 2011.

O arco “Blackest Night” tornou-se um evento central entre 2009 e 2010, com o Black Lantern Corps ressuscitando os mortos.

Expectativas para Mogo na Série Lanterns

A presença de Mogo na série de TV Lanterns ainda é incerta. Enquanto os fãs gostariam de ver esse planeta vivo na tela, adaptações visuais podem ser necessárias, talvez inspiradas em abordagens como a de James Gunn em Guardiões da Galáxia Vol. 2.

Até lá, podemos nos contentar com referências sutis, como a frase “Mogo não socializa”, que conecta a série com seu rico legado nos quadrinhos.

Resumo

O segundo episódio de Lanterns continua a mergulhar nas complexidades do universo dos Lanternas Verdes, trazendo referências clássicas dos quadrinhos de forma inovadora e empolgante. A série mantém os fãs atentos a cada detalhe, enquanto promete desenvolver ainda mais as histórias destes heróis intergalácticos.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.