No recente evento da série AI Impact da VentureBeat, uma discussão fascinante ocorreu entre **Vijoy Pandey**, SVP e GM da Outshift by Cisco, e **Noah Goodman**, professor da Stanford e cofundador da Humans&. O foco? Como transcender as interações básicas entre agentes de IA para um novo patamar de **inteligência coletiva**.
Pandey destacou um ponto crucial: **agentes de IA podem se conectar, mas ainda não conseguem pensar juntos**. Protocolos como MCP e A2A garantem a conectividade básica, enquanto a AGNTCY aborda questões de descoberta e comunicação. No entanto, isso é apenas o equivalente a uma chamada telefônica entre duas pessoas que não falam a mesma língua. O verdadeiro desafio está na necessidade de desenvolver uma inteligência coletiva, não apenas ações coordenadas.
Para compreender o futuro da IA multiagente, ambos os especialistas se voltaram para a evolução da inteligência humana. Os humanos se tornaram individualmente inteligentes há cerca de 300 mil anos, mas a verdadeira inteligência coletiva só surgiu cerca de 70 mil anos atrás, com o surgimento de uma linguagem sofisticada. Essa revolução trouxe três capacidades essenciais:
Pandey enfatizou que, uma vez estabelecida uma intenção compartilhada, as possibilidades de inovação se expandem. Goodman complementou, afirmando que a linguagem vai além da codificação de informações; ela requer um entendimento profundo do contexto e das intenções do falante.
Pandey propôs a ideia da **Internet da Cognição**, uma arquitetura em três camadas destinada a permitir o pensamento coletivo entre agentes diversos:
Pandey observou que a construção dessa inteligência coletiva deve atravessar fronteiras organizacionais, desafiando as empresas a evoluírem em conjunto.
Na Humans&, Goodman e sua equipe estão mudando a forma como os modelos fundamentais são treinados, focando em interações prolongadas entre humanos e agentes. Essa abordagem visa fomentar uma colaboração mais eficaz, não apenas autonomias cada vez maiores. O objetivo é desenvolver agentes que compreendam a dinâmica social, promovendo colaborações mais ricas e contextuais.
Um dos grandes desafios na implementação de agentes multifuncionais é a definição de limites que não inibam a inovação. Goodman questionou como criar diretrizes que sejam rigorosas, mas que também favoreçam a cognição orientada a resultados. A verdadeira colaboração, segundo Pandey, não se baseia apenas em regras, mas sim na compreensão comum e na negociação.
Para Pandey, a superinteligência não surgirá de modelos cada vez mais potentes, mas sim de sistemas distribuídos. A inteligência deve escalar verticalmente, com agentes melhores, e horizontalmente, com redes colaborativas. Goodman reiterou que o futuro não deve ser de AIs operando isoladamente, mas sim de um ecossistema integrado que una humanos e máquinas de forma harmônica.
A evolução da inteligência artificial está em um ponto de inflexão, onde a **colaboração entre agentes** pode abrir novas portas para a inovação. Ao integrar a cognição coletiva, as possibilidades de progresso se expandem, criando um futuro onde humanos e máquinas trabalham lado a lado, superando as limitações atuais e alcançando novos patamares de inteligência.
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