Por décadas, as empresas de software se concentraram em criar produtos para um único tipo de cliente: seres humanos olhando para uma tela. Cada botão, menu e painel servia para traduzir a intenção de uma pessoa em uma ação da máquina. No entanto, uma pequena startup sediada em São Francisco e Zurique acredita que essa era está chegando ao fim. A Manufact, uma empresa emergente da turma de verão de 2025 da Y Combinator, vislumbra um futuro onde o software é desenvolvido principalmente para agentes de inteligência artificial que atuam em nome das pessoas.
Em fevereiro, a Manufact anunciou ter levantado US$ 6,3 milhões em financiamento inicial, liderado pela Peak XV, anteriormente conhecida como Sequoia Capital Índia e Sudeste Asiático. Entre os investidores estão também a Liquid 2 Ventures, Ritual Capital, Pioneer Fund e a própria Y Combinator, além de investidores anjo, incluindo o cofundador e COO da Supabase.
Para entender a Manufact, é preciso primeiro entender a tecnologia sobre a qual ela se baseia: o Model Context Protocol (MCP), um padrão aberto introduzido pela Anthropic em 2024. Este protocolo tornou-se rapidamente o método dominante para agentes de IA se comunicarem com ferramentas de software e fontes de dados externas.
Antes do MCP, conectar um agente de IA ao software de uma empresa exigia trabalho de integração personalizado para cada ferramenta. Isso era tedioso e caro. O MCP padronizou esse processo, funcionando como um conector universal que permite a qualquer modelo de IA integrar-se a qualquer sistema de software através de uma interface única e consistente.
A adoção do MCP foi explosiva. Em dezembro de 2025, a Anthropic doou o MCP para a Linux Foundation, formando a Agentic AI Foundation com o apoio de gigantes como Google, Microsoft, AWS e Cloudflare., mais de 10.000 servidores MCP públicos estão ativos.
A trajetória da Manufact é um exemplo do poder das comunidades open-source em validar uma ideia de startup antes de qualquer capital de risco ser investido. Os fundadores Pietro Zullo e Luigi Pederzani, ambos da Itália, se encontraram em um espaço de coworking em Zurique, onde decidiram criar uma biblioteca open-source chamada mcp-use, que rapidamente ganhou popularidade entre os desenvolvedores.
A estratégia da Manufact se inspira diretamente no sucesso da Vercel, que facilitou a implantação de aplicativos web frontend. A empresa oferece três produtos principais:
Embora a Manufact tenha apenas três funcionários e ainda não tenha demonstrado um modelo de receita escalável, a empresa está focada em capturar uma parte significativa das chamadas de ferramentas de IA no mundo. O objetivo é que o maior número possível dessas chamadas passe por sua infraestrutura, replicando o sucesso de empresas como a Stripe.
O mercado de agentes de IA está crescendo rapidamente, e a Manufact está posicionada estrategicamente para liderar essa transição. Com o apoio de uma comunidade de desenvolvedores engajada e uma visão clara de futuro, a empresa pode revolucionar a maneira como o software interage com a inteligência artificial, transformando-se em um pilar fundamental para a próxima geração de interfaces de software.
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