O final de “Resident Evil” de Zach Cregger é um dos elementos mais ambiciosos e inesperados do filme. Após acompanhar Bryan, um millennial interpretado por Austin Abrams, em sua desventura pela apocalíptica Raccoon City, tudo culmina em uma reviravolta chocante. O que parecia ser uma missão para salvar a vida de uma criança se transforma na tentativa desesperada de Bryan de salvar a própria pele.
O Destino Trágico de Bryan
No início, Bryan acredita estar carregando um órgão vital para o hospital geral de Raccoon City. No entanto, o que ele realmente leva é um composto misterioso, essencial para a criação de uma possível cura para o T-virus. Ironicamente, a Umbrella Corporation, responsável pela criação do vírus, encomendou o composto como uma medida de cautela. Infelizmente, não foi suficiente.
Transformação e Desespero
Nos momentos finais do filme, Bryan entrega o composto, mas não consegue esperar o tempo necessário para a cura. Ele se transforma em uma monstruosidade, semelhante às formas grotescas de William Birkin em “Resident Evil 2”. Com um tumor ocular gigantesco e uma boca no abdômen, Bryan devora os cientistas da Umbrella, ignorando o composto que poderia ter sido sua salvação.
Uma Crítica ao Final do Filme
Para os fãs de filmes de terror, o final pode ser visto como decepcionante, parecendo cruel apenas por ser cruel. Embora o filme queira que sintamos pena de Bryan – que descobre querer ser pai – sua transformação em um monstro acaba por desviar a atenção desse arco emocional. A tentativa de misturar tragédia com humor cômico não se encaixa perfeitamente.
A Conexão com o Universo dos Jogos
Apesar das críticas, o final do filme se encaixa perfeitamente no universo dos jogos “Resident Evil”. Muitos fãs expressaram insatisfação pela ausência de personagens icônicos como Leon S. Kennedy e Jill Valentine. No entanto, o filme captura a estética e a atmosfera dos jogos de forma convincente.
- O filme se passa em 2026, dando uma nova roupagem à queda de Raccoon City.
- O enredo de Bryan se assemelha ao dos jogos: um estranho chega à cidade em um dia terrível e encontra um caos científico.
- O áudio de despedida de Bryan para sua namorada é um tipo de artefato que os personagens dos jogos poderiam encontrar.
Conclusão
Mesmo com as críticas, “Resident Evil” de Zach Cregger oferece uma experiência que ressoa com os fãs dos jogos clássicos. Através de sua trama e ambientação, o filme se alinha com o universo de “Resident Evil”, capturando a essência de Raccoon City em meio ao caos. Embora Bryan não seja o herói de sua história, ele se torna mais uma peça no rico mosaico de narrativas que compõem este mundo sombrio e fascinante.