Respirou fundo, suspirou e já pode fechar os punhos? A terceira e derradeira temporada de Alice in Borderland chegou com tudo na Netflix, entregando respostas que os fãs esperavam há três anos. Mas prepare-se: este não é apenas um finale – é uma verdadeira revelação sobre a natureza da própria vida e morte.
Três anos se passaram desde que Arisu e Usagi retornaram ao mundo real, vivendo uma vida aparentemente tranquila como casal. Arisu trabalha como conselheiro ajudando pessoas com traumas, enquanto Usagi atua como consultora em escalada. Mas essa paz seria apenas uma ilusão?
A resposta chega através de Ryuji Matsuyama, um pesquisador em cadeira de rodas obcecado pela vida após a morte. Ele descobriu uma forma de retornar ao Borderland usando uma droga que paralisa temporariamente o coração, enviando a pessoa para aquela realidade paralela. Sua obsessão tem origem numa tragédia pessoal: a morte de uma estudante durante um experimento que ele supervisionava.
Quando Ryuji sequestra Usagi – que está grávida – e a leva para o Borderland, Arisu não tem escolha senão seguir o mesmo caminho. Com a ajuda da cientista forense Ann, ele toma o coquetel químico que o transporta de volta àquele mundo de jogos mortais.
Os novos desafios ultrapassam tudo que vimos nas temporadas anteriores. O primeiro jogo acontece no Santuário Hikawa – que significa “rio de fogo” – onde os participantes precisam puxar papéis da sorte enquanto chuvas de flechas caem sobre eles. Já imaginou tentar a sorte literalmente sob fogo cruzado?
Outro jogo particularmente perturbador acontece em um vagão de metrô cheio de veneno, onde Usagi e seu grupo precisam encontrar uma saída antes que o ar tóxico os mate. E não para por aí: lasers coloridos que cortam pessoas ao meio voltam com força total, provando que o Borderland não estava brincando desta vez.
O jogo final é ainda mais psicológico. Os participantes restantes – incluindo Arisu, Ryuji e Usagi – são submetidos a visões de todos os futuros possíveis que poderiam ter. Quando seus pontos acabam, eles têm um momento de felicidade perfeita antes de serem eliminados por uma coleira explosiva. É de cortar o coração.
Aqui chegamos ao ponto alto da temporada. Quando Ken Watanabe surge como “O Vigía” (The Watchman), vestindo um chapéu-coco preto e roupas ocidentais elegantes, sabemos que algo extraordinário está prestes a acontecer. Este não é apenas mais um Citizens ou mesmo o próprio Coringa.
O Vigía se revela como um psicopompo – uma figura mitológica que guia almas para a vida após a morte. Ele não é deus nem demônio, apenas alguém que não quer descobrir o que vem depois da morte e usa os jogos como entretenimento. Sua conversa com Arisu é profundamente filosófica: ele oferece uma escolha simples entre vida e morte.
Mas há um aviso sombrio. O Vigía alerta que algo maior está chegando – algo que nem mesmo Arisu conseguirá combater. E muitas pessoas vão morrer. É uma profecia que nos deixa arrepiados.
Arisu, fiel ao seu coração, escolhe estar com Usagi mesmo que isso signifique ter pouco tempo no mundo dos vivos. Ele pula na água para salvá-la do vórtice da morte, onde Ryuji tenta arrastá-la para o mundo dos mortos.
Na luta desesperada, Arisu consegue salvar Usagi, mas não sobrevive. Ele morre na cama ao lado de uma Usagi em coma. É devastador, mas também poeticamente belo quando ela finalmente desperta e tem um momento especial com seu pai, Shiganori. E o detalhe mais emocionante? Arisu finalmente a chama por seu primeiro nome, Yuzuha.
Ryuji não é um vilão típico. Sua obsessão com a morte nasceu da culpa por não conseguir salvar uma estudante durante um experimento que deu errado. O acidente que o deixou em cadeira de rodas apenas intensificou sua determinação de desvendar os mistérios do além.
Quando ele finalmente alcança o Borderland através de um jogo de “Mãe Velha” com figuras misteriosas que eletrocutam quem perde, ele se torna o “vencedor” daquele jogo específico. Os Citizens usam sua obsessão para trazer Arisu de volta, já que ele era o melhor jogador que tinham visto em anos.
O final nos reserva uma última reviravolta. Terremotos abalam Tóquio e o mundo inteiro, ecoando eventos recentes da vida real de forma quase profética. Mas então a câmera nos leva para um restaurante em Los Angeles, onde vemos apenas o crachá de uma garçonete: “Alice”.
Esta cena sugere que o fenômeno Borderland não está limitado ao Japão. A franquia pode se expandir globalmente, explorando diferentes culturas e versões deste mundo entre a vida e a morte. É uma abertura genial para possíveis spin-offs ou uma quarta temporada.
Os fãs mais observadores notarão elementos emprestados de “Alice on Border Road”, um spin-off do mangá original que segue uma garota chamada Arisu/Alice Kojima em uma versão de Borderland baseada em Kyoto. A ideia de que diferentes acidentes podem criar diferentes versões de Borderland é fascinante e abre infinitas possibilidades narrativas.
Apesar do sacrifício de Arisu, a temporada termina com uma nota de esperança. Vemos as flores de cerejeira da primavera, Arisu e Usagi escolhendo nomes para seu bebê, e reencontros emocionantes com personagens queridos como Kuina e Chishiya. Quando Chishiya pergunta a Arisu o que torna sua vida digna de ser vivida, fica claro que todos cresceram e aprenderam com suas experiências no Borderland.
No final, Alice in Borderland nos lembra que a morte não é necessariamente escura ou aterrorizante – é simplesmente uma parte natural da existência. O Borderland, por mais cruel que pareça, oferece uma última chance minúscula de retornar à vida. E a verdadeira crueldade muitas vezes vem dos próprios jogadores, não dos jogos em si.
A série se despede deixando claro que, enquanto Arisu e Usagi encontraram sua paz, o mundo do Borderland continua existindo, pronto para receber novos visitantes em diferentes cantos do planeta. É um final que fecha um círculo, mas abre infinitas possibilidades para o futuro.
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