Dónal Finn e a Complexidade de Moriarty

Horácio T

Dónal Finn e a Profundidade de Moriarty em ‘Young Sherlock’

Na mais recente edição da revista Radio Times, o ator irlandês Dónal Finn, conhecido por interpretar James Moriarty na série ‘Young Sherlock’, abre o jogo sobre a complexidade de seu personagem. Embora filmar cenas de ação tenha sido emocionante, Finn acredita que o verdadeiro cerne da série é a relação entre dois desajustados que encontram um terreno comum e um amor mútuo, mesmo que esse amor nunca seja verbalizado.

Inspiração em Clássicos do Cinema

Finn destaca a similaridade com o clássico Butch Cassidy and the Sundance Kid como uma grande referência. “Esses dois homens estavam no ambiente extremamente masculino do Velho Oeste, sem expressar exatamente o que sentiam, mas dispostos a morrer um pelo outro”, explica Finn. “Essa é a dinâmica que buscamos, pois Sherlock e Moriarty arriscam-se um pelo outro, um tipo de amor que não vemos com frequência, embora hoje em dia discutamos mais sobre a solidão masculina.”

O Desafio de Interpretar um Ícone

Apesar de seu papel como o futuro vilão icônico, Finn, um admirador de Sherlock desde a adolescência, teve que deixar de lado a reputação de Moriarty para se concentrar no desenvolvimento do personagem. “É como assistir Titanic – sabemos como termina, mas quais são as circunstâncias que levam a isso?”, reflete ele. “O código ético interno de Moriarty ainda está em formação, e ele está em um estado maleável.”

A Jornada de Finn para a Atuação

Crescendo em Cork, Irlanda, Finn participou de aulas de atuação nos fins de semana sem imaginar que isso se tornaria sua carreira. Graças a uma bolsa do Overstall Charitable Trust, ele ingressou na Lamda, participando da produção original de Hadestown no West End, além de papéis na BBC e no Prime Video.

“Atuar era apenas algo que eu fazia até ser hora de ir para a universidade”, comenta ele. A descoberta de que a escola de teatro era real e o incentivo de um professor marcaram um ponto de virada em sua vida.

Desafios e Prazeres do Papel

Interpretar Moriarty exige complexidade, como na cena de fuga da prisão, onde ele e Holmes usam disfarces e diferentes sotaques para se manter à frente da polícia. “É divertido imitar um policial e fazer um sotaque maluco”, revela Finn.

Sobre trabalhar com Guy Ritchie, Finn destaca a habilidade dos personagens de Ritchie em lidar com pressão de forma tranquila. “Os personagens de Guy estão em situações de alto risco, mas conseguem se adaptar porque são tão legais que não se estressam”, diz ele.

Conclusão

‘Young Sherlock’, disponível a partir de 4 de março no Prime Video, oferece uma nova perspectiva sobre personagens clássicos, explorando suas origens e a evolução de suas personalidades. Finn, ao lado do diretor Guy Ritchie, traz um toque moderno e instigante a esta narrativa atemporal.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.