Se você é um amante da sétima arte, certamente já ouviu falar de “THX 1138”. O termo é frequentemente referenciado e citado, aparecendo em tudo, desde “American Graffiti” até diversas produções do universo “Star Wars”. Isso sem mencionar a famosa empresa de tecnologia cinematográfica que carrega o nome. Tudo isso começou porque “THX 1138” foi a estreia de George Lucas na direção de longas-metragens, lançado pela Warner Bros. em 1971.
Para os fãs de “Star Wars” que ainda não viram “THX 1138”, isso não é uma grande surpresa. Apesar de ambos os filmes serem parábolas de ficção científica, “THX 1138” não possui o mesmo apelo universal que o fenômeno cultural de 1977. Esta diferença é intencional, pois Lucas, no início dos anos 1970, era um jovem cineasta da contracultura, que uniu forças com seu amigo Francis Ford Coppola na American Zoetrope, uma companhia de cinema voltada para produções artísticas desafiadoras.
“THX 1138” foi o segundo grande projeto da American Zoetrope, sucedendo o drama contemporâneo “The Rain People” de Coppola, de 1969, no qual Lucas trabalhou como assistente. O co-protagonista de “The Rain People” era Robert Duvall, um ator em ascensão que havia chamado a atenção com sua atuação em “To Kill a Mockingbird” de 1962. Quando Lucas procurava um ator para viver o personagem principal de “THX 1138”, ele recorreu a Duvall, talvez principalmente por razões estéticas, já que o filme se passa em uma sociedade futura distópica onde todos têm a cabeça raspada, e Duvall já apresentava uma linha de cabelo recuada na época.
A escolha de Duvall revelou-se genial, pois sua intensidade e naturalidade eram o contraste perfeito para o mundo estranho e abrasivo de Lucas. Em “THX 1138”, Duvall encarna um homem que não pertence àquela sociedade opressiva, onde ele desafia as normas ao deixar de tomar seus medicamentos obrigatórios e se apaixonar por uma colega de trabalho, LUH 3417, interpretada por Maggie McOmie.
Se “Star Wars” desafiava o público ao lançá-los em um universo vasto, “THX 1138” foi ainda mais longe. Sem qualquer introdução explicativa, o filme apresenta um diálogo complexo e uma estética opressiva, com cabeças raspadas e uniformes brancos, reforçada pela trilha sonora de Lalo Schifrin, composta por música clássica distorcida eletronicamente.
Duvall, em seu papel, transita entre a perplexidade e uma determinação sombria, sua performance sendo tanto sutil quanto impactante. Embora “THX 1138” não tenha sido um sucesso de bilheteria em seu lançamento, ele pavimentou o caminho para a carreira de Lucas e precedeu o sucesso de Duvall em “O Poderoso Chefão” no ano seguinte. Embora Duvall e Lucas nunca tenham colaborado novamente, é difícil imaginar outra parceria que pudesse ser tão única e especial.
Apesar de sua recepção inicial modesta, “THX 1138” continua a ser uma obra marcante na filmografia de George Lucas e um testemunho da habilidade de Robert Duvall em trazer profundidade a um papel desafiador. O filme não apenas lançou a carreira de Lucas, mas também destacou o talento de Duvall, prenunciando sua ascensão em Hollywood.
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