The Sinking City 2: A Evolução do Horror em Arkham

Acelino Silva
The Sinking City 2: A Evolução do Horror em Arkham | Games

No início de The Sinking City 2, somos transportados para a encharcada Universidade Miskatonic, onde o clima de transição e urgência é palpável. Enquanto navegamos por prateleiras caídas e livros encharcados, uma sirene ressoa, anunciando o último chamado para os sobreviventes que desejam escapar da condenada cidade de Arkham. Este cenário reflete a evolução da série também. O jogo original lançado em 2019 pela desenvolvedora ucraniana Frogwares, conhecida por suas aventuras de Sherlock Holmes, trouxe uma narrativa lovecraftiana de horror cósmico com um foco investigativo em mundo aberto. Agora, seu sucessor mantém a atmosfera dos anos 1920 e o ambiente sombrio de uma metrópole submersa, mas apresenta mudanças significativas.

Novo Protagonista e Mudança de Cenário

Em vez de Oakmont, Massachusetts, agora somos levados a Arkham, onde o protagonista é o detetive paranormal Calvin Rafferty. A estrutura narrativa sofreu uma transformação notável, saindo do espírito dedutivo original para mergulhar em um território mais voltado ao horror de sobrevivência. Essa aposta ousada, especialmente considerando as dificuldades anteriores da Frogwares em entregar um combate satisfatório, parece estar rendendo frutos.

Ambiente e Estética

Desde o primeiro vislumbre do horizonte de Arkham — um emaranhado de outdoors dos anos 1920, apartamentos de tijolos, linhas de trem elevadas e monumentos históricos — o jogo impressiona visualmente. As ruas inundadas, navegadas por um pequeno barco, revelam prédios que deslizam à medida que passamos. A atenção aos detalhes é evidente, desde rádios de tubo a lobbies art déco, passando por carros antigos e bondes semi-submersos. Com toques de forças cósmicas, o jogo oferece vistas ainda mais peculiares.

Assista ao trailer de The Sinking City 2:

Ação Reestruturada e Enredo

O jogo começa com uma visita à Universidade Miskatonic, onde Rafferty busca um rito antigo para despertar sua amada de seu sono eterno. Embora inicialmente pareça que o jogo seguirá a fórmula semi-aberta de seu predecessor, rapidamente revela-se uma aventura mais focada e linear. À medida que Rafferty avança pelas águas amaldiçoadas de Arkham, o jogo transita abruptamente para o horror de sobrevivência, com todos os seus elementos familiares. Fora da água, exploramos interiores sombrios e exteriores chuvosos em busca de itens essenciais como fusíveis, engrenagens e chaves. Embora existam ecos do passado dedutivo da série na forma de quebra-cabeças leves e pistas que sugerem melhorias opcionais em áreas já visitadas, a balança claramente pende para a ação.

Combate e Desafios

A boa notícia é que a Frogwares parece ter dominado os fundamentos do combate desta vez. Embora a mecânica de tiro não seja revolucionária, é responsiva e desafiadora, especialmente com os monstros de Arkham — cadáveres reanimados, horrores aracnídeos — que exigem precisão e gestão cuidadosa de munição. O espaço de inventário é limitado, e os recursos são escassos, intensificando a tensão típica do horror de sobrevivência.

Conclusão

The Sinking City 2 é uma obra em transição, tanto em seu mundo quanto na série como um todo. Apesar de algumas oscilações iniciais, a Frogwares entrega uma mudança de direção ousada e promissora. O jogo encontra seu ritmo confiante ao se comprometer mais plenamente com o horror de sobrevivência, mesmo que alguns fãs sintam falta do elemento dedutivo original. À medida que nos aventuramos mais profundamente em territórios desconhecidos, a expectativa é ver para onde essa jornada levará tanto o estúdio quanto os jogadores.

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