Quando dizemos que um programa de TV ou filme “ficou meio Scooby-Doo”, isso normalmente implica que ele se tornou formulaico e, de certa forma, embaraçoso. No entanto, estou prestes a sugerir algo que pode parecer desconfortável: aqueles que cresceram assistindo Scooby-Doo acabam se tornando adultos que adoram Scream. E não de forma irônica ou com culpa, mas genuinamente, com orgulho.
Embora possa parecer insultante para ambos os lados, Scooby-Doo e Scream compartilham uma conexão profunda. Scooby-Doo, especialmente a versão original de 1969, é uma verdadeira aula de mistério e horror leve. Ele repete suas idiossincrasias conhecidas: o grupo se separa, Velma perde os óculos em momentos cruciais, Scooby e Shaggy são perseguidos pelo vilão. Contudo, algo educacional está acontecendo por baixo disso tudo.
Esse momento de retirada da máscara é a chave. É quando o caos se transforma em ordem, e a pessoa aparentemente inofensiva se revela o verdadeiro problema. É surpreendente, mas também satisfatório, transmitindo a mensagem de que o terror pode ser combatido por mentes questionadoras.
Aqueles que foram moldados por esse prazer procuram por ele novamente. Alguns passaram de Scooby-Doo para Agatha Christie, enquanto outros buscaram um caminho mais macabro com Goosebumps e Stephen King. O princípio é o mesmo: a inteligência vencendo o caos. O monstro perde, a ordem se restabelece e todos podem respirar aliviados.
Com o tempo, a intensidade aumenta. Scooby-Doo é onde tudo começa; depois, as camadas psicológicas se expandem até chegar em Scream, onde conhecer as regras não é apenas inteligente, mas pode salvar vidas. Em Scream, consciência é uma mercadoria valiosa.
Hollywood tem lucrado muito ao nos assustar para nos fazer pensar. Filmes como I Know What You Did Last Summer e Urban Legend são variações da mesma ideia. Apesar de a inteligência de Scream ser amplamente reconhecida, poucos creditam à turma da van decorada que nos preparou para a ação.
Décadas antes de Ghostface fazer sua primeira ligação, Scooby-Doo já nos mostrava que os maiores medos frequentemente são apenas alguém em uma fantasia e que, se mantivermos a calma, não assumirmos o óbvio e seguirmos as pistas, provavelmente conseguiremos resolver o mistério. E, se não resolvermos, pelo menos teremos a emoção do desmascaramento.
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