Ryan Coogler, em alta após o sucesso de seu filme “Sinners”, compartilhou em uma recente entrevista com The Hollywood Reporter o impacto significativo que sua colaboração com o falecido Chadwick Boseman teve em sua vida e carreira. O diretor, que foi indicado ao Oscar, destacou como a experiência de trabalhar com Boseman o ensinou a valorizar o momento presente.
Boseman, que faleceu em agosto de 2020 em decorrência de complicações relacionadas ao câncer de cólon em estágio 4, interpretou T’Challa, o super-herói de Wakanda, em “Black Panther”. Coogler lembrou de como, naquele período desafiador, ele se sentia sobrecarregado e inseguro. “Estava estressado, completamente fora de mim e convencido de que o filme não funcionaria”, revelou ele.
O diretor refletiu sobre como essa insegurança o impediu de aproveitar plenamente a oportunidade de trabalhar com um talento tão extraordinário. “Roubei de mim mesmo o prazer de desfrutar do momento”, confessou. Ele expressou um profundo arrependimento por não ter se permitido apreciar o desempenho impecável de Boseman, que sempre entregava uma performance impressionante.
A ansiedade e o sentimento de não pertencimento, muitas vezes referidos como imposter syndrome, acompanharam Coogler ao longo de sua carreira, desde seu filme de estreia, “Fruitvale Station”. A obra, que retrata a trágica história de Oscar Grant, um jovem assassinado por policiais em Oakland, foi um marco na indústria, mas Coogler ainda lutou com a sensação de que não merecia o sucesso que estava alcançando.
Ele compartilhou: “Você pode se convencer de que tudo isso é uma piada, que não merece estar aqui.” Com o tempo, ele percebeu que sua juventude e inexperiência contribuíram para esses sentimentos. “Fruitvale Station foi feito por alguém que não entendia totalmente como o mundo funcionava”, admitiu.
Coogler enfatizou a necessidade de vozes jovens e otimistas no cinema, afirmando que a arte deve ser um reflexo de todas as perspectivas. “Precisamos de filmes de pessoas que não estão desgastadas, que trazem uma visão ingênua e otimista”, declarou. Essa abordagem é essencial para a diversidade no cinema.
Com “Sinners”, Coogler apresenta um trabalho que reflete seu crescimento como diretor e sua capacidade de contar histórias autênticas. O filme, que marca sua primeira produção original, é descrito como uma obra confiante, forte e excepcional. Michael B. Jordan, amigo e colaborador frequente, elogiou a produção, afirmando que é a mais impressionante de Coogler até o momento.
A esposa de Coogler, Zinzi, também destacou a conexão pessoal que o diretor tem com o filme. “Vejo Ryan mais do que nunca neste filme. Ele é profundamente reflexivo e pessoal em cada escolha feita”, comentou.
“Sinners” é uma mistura única de musical, horror e comédia, onde Jordan interpreta gêmeos que voltam ao Mississippi para abrir um juke joint, apenas para enfrentar uma ameaça sobrenatural. Além de todo seu valor artístico, o filme inclui uma homenagem sutil a Chadwick Boseman, reafirmando a influência duradoura que o ator deixou na vida de Coogler.
Ryan Coogler, ao longo de sua trajetória, tem se mostrado um cineasta sensível e inovador. Suas experiências com Chadwick Boseman não apenas moldaram sua visão artística, mas também o ensinaram a valorizar cada momento. “Sinners”, disponível no HBO Max, é um testemunho de sua evolução e um lembrete do legado que Boseman deixou para o mundo do cinema.
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