A volta de Pacificador não é só mais um episódio de abertura: é um cartão de visitas do novo DCU com humor ácido, ação sem pudor e um gancho que muda o jogo logo de cara. A primeira temporada já tinha surpreendido; agora, James Gunn usa o episódio de estreia para reencaixar o personagem no universo atual — e faz isso com uma simplicidade que faltou a outras aventuras de multiverso por aí.
Sem grandes palestras, a série abraça a transição do antigo DCEU para o DCU com um recurso direto: o “Previously in the DCU” costura o que vale como cânone e exibe piscadelas a Corenswet (Superman) e Milly Alcock (Supergirl), em participações rápidas, mas certeiras. O resultado passa a sensação de “sempre esteve aqui”, sem forçar explicações mirabolantes — e ainda rende uma sequência com Peacemaker tentando (e fracassando) entrar na “Justice Gang”, com participações de Nathan Fillion, Isabela Merced e Sean Gunn tirando sarro do anti-herói.
“O episódio coloca o Peacemaker para baixo para a temporada construí-lo de volta” — a leitura do ScreenRant resume bem o arco emocional plantado no piloto.
O dispositivo-chave é a “Quantum Unfolding Chamber”, herança do pai de Chris, que abre portas para 99 dimensões — não “universos” no jargão da série, mas camadas alternativas com regras próprias. Em vez de virar truque visual, a ideia cutuca feridas antigas: numa dimensão paralela, o pai de Pacificador é… um homem decente; o irmão Keith está vivo; e há um trio de heróis chamado “Top Trio” do qual a versão alternativa de Chris faz parte. Como não querer ficar por lá?
Só que Gunn não dá sossego: ao fim do episódio, uma briga brutal entre as duas versões termina com o Peacemaker alternativo morto — de forma acidental, mas morto, empalado após Chris ativar o jetpack do outro dentro da câmara. É um choque com cara de temporada inteira: culpa, segredo e um rastro de caos interdimensional para varrer depois.
A conexão com Superman não é gratuita: o chamado “Incidente Luthor” — a fenda interdimensional aberta por Lex — deflagra a vigilância da ARGUS sobre Peacemaker, ampliando o clima de “qualquer passo em falso e a casa cai”. Isso pavimenta a entrada de Rick Flag Sr. (Frank Grillo), já mostrado como um operador perigosíssimo em Creature Commandos, prometendo um acerto de contas intenso pelo passado de Chris com o filho de Flag.
Há espaço para humor meta (incluindo farpas a Jared Leto via piadas com Thirty Seconds to Mars, até em cena pós-créditos), mas a série também exibe um amadurecimento: John Cena joga numa faixa mais contida e ferida, sem perder o timing para o absurdo e a pancadaria gore que virou marca do personagem. A química com Emilia Harcourt continua tensa e interessante — e a estreia aponta conflitos pessoais que devem render tanto quanto as porradas interdimensionais.
Para quem gosta de caça aos detalhes: a estreia vem carregada de referências, reafirma canonicidades (como Kite-Man existir neste DCU) e ajusta retroativamente a aparição da “liga” do final da 1ª temporada para a Justice Gang — agora com as novas caras do universo DCU. É aquela faxina de continuidade feita com leveza, sem frear o ritmo.
Se Superman apresentou um DCU luminoso e família, Peacemaker escancara o porão: violência gráfica, nudez à la HBO e cinismo carimbado por Gunn — mas com coração no lugar certo. O multiverso, aqui, serve ao drama: e se sua melhor vida estivesse a um portal de distância? O primeiro episódio coloca essa pergunta na mesa, derruba o tabuleiro no último minuto e promete consequências que, honestamente, dão vontade de apertar “próximo” sem pensar duas vezes.
Peacemaker volta mais afiado, mais dolorido e — sim — mais engraçado. É a prova de que o DCU pode abraçar a bagunça sem perder coerência, e de que a zoeira só funciona porque há feridas de verdade por trás do capacete cromado. A estreia derruba certezas, reabre traumas e lança um gancho daqueles que fazem o coração afundar. Preparado para ver Chris encarar o pior inimigo de todos — ele mesmo?
Se curtiu a análise, vale compartilhar com aquele amigo que ainda acha “multiverso” sinônimo de enfeite. Aqui, cada escolha tem consequência.
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