A Perplexity, uma empresa avaliada em US$ 20 bilhões, apresentou recentemente o que considera seu produto mais ambicioso até o momento: uma plataforma de orquestração de agentes multi-modelos chamada Computer. Esta plataforma coordena 19 modelos de inteligência artificial diferentes para realizar tarefas complexas e de longa duração em segundo plano. Disponível por enquanto apenas para assinantes do Perplexity Max, por US$ 200 mensais, o Computer representa a visão da empresa de que os modelos de IA não estão se tornando commodities de uso geral, mas sim se especializando.
Segundo o CEO Aravind Srinivas, o Computer unifica todas as capacidades atuais de IA em um único sistema. A ideia é tratar os modelos como ferramentas intercambiáveis ao invés de produtos centrais, o que permite que cada modelo desempenhe funções específicas em um sistema projetado para ser multi-modelo. A plataforma chega em um momento crucial, quando a indústria de IA debate quem capturará o valor dos modelos de base agora que eles se tornaram extremamente capazes: os criadores dos modelos ou as empresas que os integram em produtos confiáveis e precisos?
Na essência, o Computer age como um “trabalhador digital de propósito geral”, capaz de aceitar um objetivo de alto nível de um usuário, decompô-lo em subtarefas e atribuir essas tarefas aos modelos de IA mais adequados. O sistema central de raciocínio é alimentado pelo Claude Opus 4.6 da Anthropic, enquanto o Gemini do Google lida com consultas de pesquisa aprofundadas. No total, o Computer coordena 19 modelos, mas a lista não é fixa, permitindo a adição de novos modelos conforme eles demonstram força em domínios específicos.
O Computer destaca-se por sua capacidade de orquestrar múltiplos modelos de forma eficiente, algo que a Perplexity acredita ser uma vantagem estrutural. Dados empresariais da Perplexity mostram que nenhum modelo isolado atende bem a todas as necessidades, e a especialização dos modelos se tornou uma tendência clara. Por exemplo, enquanto o Claude se destaca em tarefas de engenharia de software, o Gemini supera em geração criativa e escrita.
Ao contrário do OpenClaw, que permite acesso local aos sistemas do usuário, o Computer opera inteiramente na nuvem, minimizando riscos de segurança. Executivos da Perplexity argumentam que o acesso local cria riscos desnecessários, comparando-o a malware em potencial. O Computer, por outro lado, funciona em um ambiente controlado, garantindo que falhas de segurança sejam contidas.
A Perplexity vem experimentando um crescimento rápido, com aumento de usuários em 3,7 vezes e de receita em 4,7 vezes em 2025. A empresa não está perseguindo receitas de publicidade, alinhando-se com sua missão de precisão. Além disso, a Perplexity revelou que quatro dos sete maiores gigantes da tecnologia já utilizam sua API de busca em produção.
A Perplexity enfrenta desafios legais, incluindo processos por parte de grandes publicações como o The Wall Street Journal. Os executivos da empresa estão confiantes de que as leis de copyright, que visam promover a inovação, acabarão por favorecer as empresas de IA. Eles defendem que agentes de IA dos usuários são extensões legais e tecnológicas dos próprios usuários, não atores independentes.
Com uma infraestrutura de busca independente e uma estratégia de crescimento clara, a Perplexity está bem posicionada para liderar a próxima era da inteligência artificial, orquestrando modelos especializados para criar soluções integradas e seguras.
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