A nova obra de Steven Spielberg, *Disclosure Day*, chegou às plataformas de VOD como Prime Video e já está gerando discussões acaloradas. Diferente de suas incursões anteriores no gênero de invasão alienígena, como *Guerra dos Mundos* de 2005, este filme se aproxima mais de um diálogo com *Contatos Imediatos do Terceiro Grau*, sua produção de 1977. Contudo, *Disclosure Day* não se trata de alienígenas devastando o planeta, mas sim das complexas interações humanas frente à revelação de informações extraterrestres. Spoilers para *Disclosure Day* a seguir O filme começa in medias res, com Daniel Kellner (interpretado por Josh O’Connor) trocando hardware com dados confidenciais por sua namorada Jane (Eve Hewson). Após uma fuga dramática, eles são perseguidos por uma firma contratada para recuperar as informações que evidenciam contatos extraterrestres com a Terra. Paralelamente, conhecemos Margaret (Emily Blunt), uma meteorologista de TV que descobre ter habilidades especiais de comunicação, adquiridas em um encontro alienígena na infância. Juntos, Daniel e Margaret buscam divulgar a verdade ao mundo. Jane, por sua vez, teme que a revelação possa abalar a fé religiosa de muitos, ao apresentar uma nova forma de “poder superior”. Além disso, a corporação que persegue os protagonistas argumenta que tal conhecimento é perigoso para a humanidade.
*Disclosure Day*: O Desfecho da Revelação Alienígena
No clímax do filme, Margaret utiliza sua experiência em transmissão para apresentar ao mundo provas de 70 anos de encontros alienígenas. Spielberg retrata este momento como um evento histórico, com pessoas paralisadas diante das telas, seja em televisores ou smartphones. A escolha de um afiliado de TV tradicional como meio de divulgação, e a representação dos alienígenas como seres estereotipados, provocou críticas sobre a visão supostamente antiquada de Spielberg. O filme prossegue com a aparição de um alienígena no estúdio, que sussurra algo para Margaret. Ela, então, se volta para a câmera e diz: “Ouçam”. Essa palavra enigmática deixa o desfecho aberto a interpretações, sugerindo tanto uma revelação iminente quanto um apelo à compreensão mútua.
Conclusão
*Disclosure Day* reflete a visão otimista de Spielberg sobre o potencial humano para a união e compreensão, contrastando com seu *Guerra dos Mundos*, onde a sobrevivência foi uma questão de sorte. A obra questiona se imagens ainda têm o poder de nos parar em nossas trilhas, mesmo sem nos unir completamente em uma única página. Spielberg, mais do que acreditar no destino da humanidade, reafirma sua fé no cinema como um meio de provocar reflexão e diálogo.