O primeiro episódio de “X-Men ’97” já começou com grandes revelações, e o que parecia ser um desafio para os criadores foi a introdução de Madelyne Pryor, uma personagem complexa e cheia de nuances. Ao final da estreia, “To Me, My X-Men”, o Professor X designa Magneto para liderar os X-Men, criando uma expectativa que se intensifica no segundo episódio, “Mutant Liberation Begins”, com a chegada de uma nova Jean Grey. O que parecia ser uma reviravolta, no entanto, se transforma em um enredo ainda mais intricado ao descobrir que a Jean que acompanhamos é, na verdade, uma clone criada por Mister Sinister.
A história de Madelyne é marcada pela obsessão de Sinister com os poderes de Scott Summers e Jean Grey. Ele acredita que a combinação do DNA do casal pode gerar o mutante perfeito. Assim, a clone Jean é transformada na “Goblin Queen”, uma vilã poderosa que não hesita em provocar os X-Men com visões aterradoras. Jeremy Polgar, animador supervisor, comentou sobre a complexidade de animar uma personagem que exige precisão: “A Goblin Queen é tão teatral e controlada. Cada pose precisa ser impactante, o que demanda tempo e atenção para que cada movimento transmita força e intenção.”
Madelyne, como Goblin Queen, é visualmente marcante, com um corset preto e uma paleta de cores que destaca sua pele pálida e cabelos vermelhos. Sua aparência, com sobrancelhas arqueadas e unhas negras, permite uma expressividade tanto sarcástica quanto viciosa. A atriz Jennifer Hale complementa essa imagem com um tom de voz que exalta cada palavra de sua vilania, contrastando com a maternalidade de Jean.
Durante sua transformação, Madelyne exibe uma cena impressionante onde suas vestes se derretem, revelando o traje da Goblin Queen em uma sequência de fogo. Enquanto Jean se transforma na Fênix com chamas laranjas, a transformação de Madelyne é marcada por chamas verdes e roxas, simbolizando sua natureza sombria. A cena evoca a imagem de Maleficent, trazendo uma nova dimensão ao seu personagem.
Um dos pontos altos de “X-Men ’97” é a batalha entre Madelyne e Magneto, onde a animação ganha uma nova vida. A iluminação da cena, com tons de verde e roxo, acrescenta uma atmosfera de terror gótico ao confronto. As cores não são meramente decorativas; elas ajudam a diferenciar os poderes psíquicos dos personagens. Enquanto os poderes de Jean brilham em azul, os de Madelyne em verde, facilitando a compreensão do que está acontecendo na batalha.
Madelyne Pryor, como a Goblin Queen, não apenas traz uma nova perspectiva ao universo de “X-Men ’97”, mas também redefine a luta entre o bem e o mal dentro da narrativa. A série não apenas resgata a essência da personagem, mas também a posiciona como uma força poderosa, refletindo o crescimento e a complexidade de Jean Grey. Com uma animação mais ousada e um enredo envolvente, “X-Men ’97” se destaca por sua capacidade de reinventar clássicos, entregando uma experiência rica e visualmente impactante.
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