O universo do cinema brasileiro ganha uma nova perspectiva com Lucas Drummond, que protagoniza o filme Apenas Coisas Boas, dirigido por Daniel Nolasco. A estreia está marcada para 25 de junho e traz à tona a história de Antônio, um homem solitário vivendo em uma propriedade rural no interior de Goiás, em 1984. Esse personagem, aparentemente preso em uma rotina silenciosa, tem sua vida transformada quando um acidente faz com que ele acolha Marcelo, um motociclista ferido. Essa interação não apenas altera o curso de Antônio, mas também revela um universo interno rico de autodescoberta.
Para Lucas Drummond, interpretar Antônio é um marco em sua trajetória artística. Em suas próprias palavras, “o primeiro protagonista em uma obra de longa-metragem é sempre um momento decisivo na carreira de um ator”. Ele enxerga Apenas Coisas Boas como uma conquista que o ajuda a se consolidar no competitivo mercado do audiovisual. O filme, que aborda um romance queer rural, promete ser um divisor de águas não apenas para Lucas, mas para a representação LGBTQIA+ no cinema nacional.
O desempenho de Lucas em Apenas Coisas Boas já lhe rendeu reconhecimento em diversos festivais. Ele foi premiado como Melhor Atuação no Digo 2026, For Rainbow e no Reel Out Kingston, além de uma indicação ao Iris Prize, uma das mais respeitadas premiações internacionais dedicadas ao cinema LGBTQIA+. Esses prêmios não apenas destacam sua habilidade como ator, mas também a importância de sua escolha em contar histórias que refletem a diversidade da sociedade.
Lucas Drummond é mais do que um ator; ele é um criador. Com formação no Teatro Tablado e no Stella Adler Studio of Acting, em Nova York, Lucas se tornou roteirista e produtor, sempre buscando criar suas próprias oportunidades. Seus curtas Depois da Aquela Festa e Todos os Prêmios Que Eu Nunca Te Dei, ambos dirigidos por Caio Scot, foram exibidos em mais de 80 festivais e conquistaram 10 prêmios, solidificando sua presença no cenário audiovisual.
Drummond destaca a importância de equilibrar trabalhos autorais com projetos de apelo popular. Ele acredita que a arte deve ser uma ponte entre o público e questões significativas. “Acho bonito quando um trabalho consegue reunir uma pesquisa artística forte e, ao mesmo tempo, a possibilidade de comunicação”, diz Lucas. Essa visão é evidente em seu papel em Apenas Coisas Boas, que combina sensibilidade e acessibilidade.
Lucas tem um forte compromisso com a representatividade nas telas. Ele cresceu sem muitas referências LGBTQIAPN+ e vê seu trabalho como uma forma de proporcionar visibilidade e autoestima para novas gerações. Ele afirma: “Fico muito feliz de poder contribuir para um mercado com mais narrativas queer, para que novas gerações se sintam mais representadas”. Essa missão se reflete em muitos de seus papéis, que frequentemente abordam questões de sexualidade e gênero.
Além de Apenas Coisas Boas, Lucas se prepara para uma série de projetos empolgantes. Ele está em cartaz na peça O Formigueiro, que tem sido um grande sucesso na cena teatral carioca, e planeja expandir a produção para São Paulo. Lucas também está finalizando o roteiro de seu primeiro longa autoral e filmando PACMAN, seu curta-metragem como diretor. Essa diversidade de projetos demonstra sua determinação em ser um artista multifacetado.
Com Apenas Coisas Boas, Lucas Drummond não apenas marca sua estreia como protagonista, mas também sinaliza uma nova era para o cinema brasileiro, onde as narrativas autorais e populares podem coexistir. Seu papel como Antônio é um reflexo de sua trajetória de vida e uma prova de que a arte pode ser um veículo poderoso de transformação e autodescoberta.
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