Pelo quarto ano consecutivo, o Japão se destaca de forma negativa quando o assunto é quantidade e qualidade do sono. Um extenso estudo realizado pela ResMed, envolvendo 30 mil participantes de 13 países, revelou que os japoneses dormem em média apenas 6 horas e 23 minutos por noite. Esse é o menor tempo registrado entre os países pesquisados.
O estudo abrangeu países como Estados Unidos, China, Índia, Reino Unido, Alemanha, França, Austrália, Coreia do Sul, Brasil, Polônia, Singapura e México. Para efeito de comparação, a China tem uma média de sono de 7 horas e 14 minutos, enquanto o Brasil registra 7 horas e 7 minutos. Até mesmo os Estados Unidos (6h29) e o Reino Unido (6h31), conhecidos por hábitos de sono irregulares, dormem mais que o Japão.
Além das poucas horas de sono, a falta de consciência sobre a importância do descanso é alarmante no Japão. Apenas 63% dos japoneses sabem que dormir bem pode aumentar a expectativa de vida, bem abaixo da média global de 84%. A compreensão sobre os riscos da privação de sono, como doenças cardiovasculares e diabetes, também é a mais baixa entre os países analisados.
A cultura de trabalho no Japão tem um peso significativo nesses dados. Apenas 26% dos entrevistados sentem que seus superiores se preocupam com sua saúde, e somente 24% dizem que seus locais de trabalho priorizam o descanso. Esses números estão bem abaixo das médias globais.
“A exaustão não é motivo suficiente para faltar ao trabalho”, parece ser a mentalidade predominante, com 62% dos japoneses afirmando nunca ter faltado por cansaço.
Curiosamente, o Japão lidera o mundo em um aspecto peculiar: o divórcio de sono. Cerca de 57% dos japoneses dormem separados de seus parceiros. Embora essa prática possa melhorar a qualidade do sono individual, a ResMed alerta que dormir sozinho pode impedir a detecção de problemas como a apneia do sono.
Os dados são um claro indicativo de que o Japão precisa repensar sua relação com o sono. Investir em conscientização sobre a importância do descanso e promover ambientes de trabalho que valorizem a saúde dos funcionários pode ser o caminho para melhorar essa situação preocupante.
Helder Archer, fundador do OtakuPT em 2007, já escreveu mais de 60 mil artigos sobre anime, mangá e videogames.
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