Isaac Asimov e a Linha do Tempo de “The Big Bang Theory”
A franquia “Big Bang Theory” é conhecida por sua linha do tempo um tanto complicada, um reflexo do fato de que a série original não foi concebida com prequels em mente. “Young Sheldon”, que narra a infância e adolescência de Sheldon Cooper (Iain Armitage) nos anos 1990, começa quando ele tem 9 anos e termina aos 14. A série é contada pelo Sheldon adulto (Jim Parsons), um narrador levemente não confiável, o que significa que algumas datas e eventos podem ser imprecisos. Contudo, há uma data que se destaca na linha do tempo: 6 de abril de 1992, o dia da morte do lendário autor de ficção científica Isaac Asimov.
O Impacto de Isaac Asimov em Sheldon
No episódio da quinta temporada de “Young Sheldon”, intitulado “Babies, Lies and a Resplendent Cannoli”, o jovem Sheldon fica visivelmente abalado ao descobrir a morte de Asimov, uma figura de enorme importância para ele. Em entrevista ao TVLine, Steve Molaro, co-criador da série, explicou o contexto completo da admiração de Sheldon por Asimov e o motivo de a linha do tempo da série permanecer deliberadamente vaga.

A Data que Define a Série
A morte de Asimov fornece um ponto de referência claro para “Young Sheldon”, que trabalha com uma linha do tempo flexível onde cada temporada não representa necessariamente um ano. Molaro comentou: “Estamos em 1992 e estamos sempre conscientes do que revelamos, mas tentamos manter a ambiguidade. Se não for necessário dizer, então não dizemos. Não precisamos mencionar o mês ou ano exato, mas também não nos afastamos disso.” Essa abordagem permite que a série explore diferentes histórias sem se prender rigidamente a uma cronologia precisa.
Asimov: Inspiração para Sheldon
Isaac Asimov, autor de inúmeros romances e contos, incluindo a trilogia “Foundation” e a coleção de contos “Eu, Robô”, tem uma presença marcante na vida de Sheldon. Na primeira temporada de “The Big Bang Theory”, Sheldon demonstra sua admiração pelo autor ao fazer uma piada sobre as Três Leis da Robótica enquanto joga Jenga. Já em “Young Sheldon”, vemos o jovem prodígio lendo “Eu, Robô” quando a maioria das crianças ainda está nos livros ilustrados.
Conclusão
A morte de Isaac Asimov, além de ser um marco importante na linha do tempo de “Young Sheldon”, reforça a profundidade da influência do autor sobre Sheldon. Se a série precisava de uma data específica para se ancorar, a escolha de homenagear um dos maiores escritores de ficção científica foi, sem dúvida, a mais adequada. Isso não apenas aprofunda a narrativa, mas também conecta emocionalmente o público ao legado de Asimov através dos olhos de Sheldon.
