O mundo dos filmes de faroeste sempre teve uma conexão única com o cinema de samurais japonês, uma relação que remonta a antes da Segunda Guerra Mundial. Muitas das grandes obras do gênero faroeste são, na verdade, adaptações de filmes de samurais. Em 2013, essa troca cultural se inverteu com a adaptação japonesa do clássico de Clint Eastwood, “Unforgiven”. Nesta versão, Ken Watanabe interpreta um ex-samurai envelhecido que, assim como o William Munny de Eastwood, é chamado de volta ao combate.
Embora a ideia de refazer “Unforgiven” pudesse parecer um desafio considerável, a versão de 2013 foi recebida com críticas positivas. O filme original de 1992 é uma obra singular de Eastwood, marcada por componentes específicos de sua criação e pelo contexto histórico de seu lançamento. Era uma despedida ao arquétipo do anti-herói e uma homenagem aos seus mentores, Sergio Leone e Don Siegel. Além disso, subverteu clichês do faroeste, marcando simbolicamente o fim do mito do Velho Oeste.
John Sturges, diretor de “Os Sete Magníficos”, acreditava que qualquer coisa poderia ser transformada em um faroeste. Mas será que o inverso é verdadeiro? A adaptação de “Unforgiven” em 2013 prova que sim. Este jidaigeki, termo usado para descrever obras que se passam antes da Restauração Meiji de 1868, é ambientado no início da era Meiji, período logo após a ascensão do Imperador Meiji ao poder no Japão.
Nesse cenário de mudanças, Jubei Kamata, o personagem de Watanabe, vive como fazendeiro na fronteira de Hokkaido. Tal como o fora-da-lei William Munny, ele deixou a violência para trás, mas é puxado de volta à ação após dois irmãos desfigurarem uma trabalhadora do sexo em um bordel na cidade. A trama segue de perto a narrativa do original, com Jubei buscando a recompensa oferecida pelas trabalhadoras do bordel, acompanhado por um antigo camarada e um jovem guerreiro audacioso.
“Unforgiven” de 2013 foi recebido com aclamação crítica, alcançando uma impressionante pontuação de 94% no Rotten Tomatoes, próximo ao escore de 96% do original. Embora a versão japonesa tenha sido avaliada por apenas 10 críticos, comparado aos 108 do filme de Eastwood, o remake ainda se destacou positivamente.
Geoffrey Macnab, do Independent, destacou como o filme foi “notavelmente fiel” à versão de Eastwood e continuou a tradição de troca entre os gêneros de faroeste e samurai. Angie Errigo, da Empire Magazine, elogiou o filme por trazer uma “nova onda” à osmose samurai/faroeste, com uma tradução “inteligente e bela” do clássico de Eastwood. Interessantemente, Charlotte O’Sullivan, do London Evening Standard, que não era fã do original de Eastwood, considerou o remake de Lee Sang-il “absolutamente cativante”.
Ainda que você não seja fã da obra original ou nunca tenha assistido, o filme de 2013 vale a pena ser visto por seus próprios méritos. Para os entusiastas de “Unforgiven”, recomenda-se também conferir o polêmico faroeste dos anos 60, “Grupo Selvagem”.
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