Galáxia Messier 96: Revelações do Maior Mapa 2D do Céu | Não categorizado
Entre os quase 4 bilhões de objetos mapeados pelas DESI Legacy Imaging Surveys, destaca-se a galáxia espiral Messier 96 (NGC 3368), localizada na constelação de Leão, a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra. Cientistas do NOIRLab têm utilizado telescópios para mapear o cosmos há séculos, e esse esforço contínuo resultou no maior e mais detalhado mapa 2D do céu noturno já criado, acessível a qualquer pessoa interessada. Nomeado como Data Release 11 (DR11), o mapa é fruto de uma colaboração entre o NSF NOIRLab, o Lawrence Berkeley National Laboratory e outras entidades. Com 5,6 trilhões de pixels, o DR11 cobre 75% do céu e representa a versão mais abrangente até agora, ampliando a cobertura do DR9 em 50% e restaurando a cobertura do céu norte ausente no DR10.
O DR11, baseado em 263.407 exposições terrestres feitas por 160 cientistas, cataloga 4 bilhões de objetos, incluindo estrelas, galáxias, buracos negros e asteroides, em luz visível e quase infravermelha. Citado em mais de 1.800 artigos de pesquisa, este mapa promete ser uma referência em seu campo por muitos anos. Conforme explica o co-líder David Schlegel, o DR11 ajudou a identificar 60 milhões de alvos para o projeto DESI e na construção de um mapa 3D completo, finalizado em 2026, com expansões futuras planejadas. Com muitos alvos ainda não estudados, Schlegel afirma que “muitas outras descobertas” aguardam serem feitas, e o DR11 também está sendo utilizado para selecionar alvos adicionais para o mapa 3D.
O mapa cobre 75% do céu noturno, com uma faixa negra ao centro, bloqueada por buracos negros, poeira interestelar e outros obstáculos. Embora o mapa não pareça impressionante à primeira vista, ao se aproximar de um ponto específico, é possível perceber sua vastidão. Embora o DR11 seja projetado para explorar o universo, ele não inclui planetas, luas ou asteroides do nosso sistema solar. Para explorar o mapa, basta usar quatro caixas localizadas no canto inferior esquerdo:
Uma vez encontrado o objeto desejado, use o controle deslizante para ampliar a visão. Arraste o cursor para explorar tudo ao redor do objeto visualizado.
Minha primeira visita foi a Arcturus, a quarta maior estrela no céu. Ao ampliar, ela se destaca significativamente entre os objetos ao redor, devido ao seu tamanho. Outra busca me levou a LHS 1140b, a primeira estrela descoberta em uma zona habitável com atmosfera. Menor que Arcturus, precisei ampliar a 30 segundos de arco para visualizá-la. O sistema binário que abriga o planeta HD 80606 b também foi explorado, apesar de sua proximidade ao astro resultar em temperaturas extremas que o tornam invisível no mapa.
No canto superior direito do mapa, há uma caixa com opções avançadas, como selecionar conjuntos de imagens e sobrepor diferentes conjuntos de dados. A opção de objetos brilhantes merece destaque, pois facilita a navegação ao destacar estrelas mais brilhantes com círculos azuis.
O DR11 é um testemunho da inovação tecnológica e do desejo humano de explorar o cosmos. Com bilhões de objetos ainda por explorar, o mapa oferece uma oportunidade única para qualquer pessoa interessada em desvendar os mistérios do universo. Para mais informações sobre como usar o mapa e explorar suas funcionalidades, recomenda-se visitar a página de perguntas frequentes fornecida pela equipe.
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