Editoras Excluídas da Feira do Livro de Lisboa 2026: Polêmica Ganha Força
A Feira do Livro de Lisboa 2026 já está marcada por uma controvérsia significativa. A APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros) decidiu vetar a participação de várias editoras menores, citando excesso de pedidos como justificativa. Essa decisão afetou diretamente a DNL Convergência, que representa cerca de 40 editoras independentes e estava presente no evento há cinco anos consecutivos.
Com a exclusão, a DNL Convergência iniciou uma petição pública que rapidamente reuniu apoio. Em menos de 24 horas, mais de 2.000 pessoas assinaram o documento, número que ultrapassou 4.000 até o dia 4 de março. Dentre os signatários, estão mais de 100 profissionais do setor editorial e mais de 250 autores.
Acusações de Concentração e Falta de Diversidade
A petição levanta preocupações significativas sobre o impacto dessa decisão. De acordo com os envolvidos, a exclusão das editoras independentes:
- Pune o interior do país: Ignora quem promove a descentralização cultural.
- Concentra o mercado: Favorece grandes grupos editoriais.
- Empobrece o leitor: Reduz a diversidade e o debate crítico.
Este não é um problema novo. Em 2025, editoras independentes já haviam reclamado sobre a dificuldade em ampliar seus espaços, enquanto grupos maiores continuavam a expandir sua presença na feira.
Reivindicações da Petição
A petição da DNL Convergência exige:
- Transparência total: Divulgação dos critérios de alocação e atas de exclusão.
- Revisão do espaço: Ajustes técnicos para garantir inclusão de todos os associados.
- Respeito pela coesão: Reconhecimento do papel das editoras independentes no cenário literário nacional.
Resposta da APEL
Em resposta às críticas, a APEL afirmou que os critérios de participação são públicos e foram disponibilizados com antecedência. Eles destacam que a distribuição dos pavilhões se baseia em dados de mercado, referências de livros ativos, iniciativas de promoção da leitura, diversidade e histórico de participação. A associação também rejeita editoras que cobram dos autores pela inclusão de livros ou participação em sessões públicas.
Apesar das justificativas da APEL, a ausência da DNL Convergência representa uma perda significativa para o evento, com a estimativa de que cerca de 10% da programação cultural será suprimida.
Resumo
A decisão da APEL de excluir editoras independentes da Feira do Livro de Lisboa 2026 gerou um debate acalorado sobre a diversidade e o futuro do mercado editorial em Portugal. Com uma petição em andamento e milhares de assinaturas coletadas, a situação ainda está longe de ser resolvida, enquanto a comunidade literária aguarda novos desdobramentos.









