Extermínio: O Templo dos Ossos final explicado
Jim encerra Extermínio: O Templo dos Ossos (28 Years Later: The Bone Temple) em um ponto de virada que conecta diretamente o legado da franquia com um possível novo capítulo, assumindo uma postura de protetor em vez de mero sobrevivente isolado. O final coloca Jim diante de Spike e Kelly em perigo, abrindo espaço para uma nova dinâmica entre gerações de sobreviventes e um novo rumo para o mundo devastado pelo vírus da raiva.
Ao longo de O Templo dos Ossos, acompanhamos Spike, agora jovem adulto, preso a um culto satanista conhecido como “The Jimmys”, liderado pelo carismático e brutal Sir Jimmy Crystal. Esse culto mistura iconografia religiosa, fanatismo e pura crueldade, tratando o apocalipse como palco para um novo messias deformado.
Paralelamente, o médico Ian Kelson tenta entender a mente dos infectados por meio de Samson, um infectado com quem desenvolve comunicação e empatia. Essa dualidade – ciência versus fanatismo – é o eixo temático que conduz a narrativa até o confronto final dentro do Bone Temple, um cenário grotesco feito de ossos humanos.
No clímax, Kelson consegue influenciar a própria gangue de Jimmys contra seu líder. Eles passam a acreditar que Kelson é uma espécie de Satanás encarnado, o que desencadeia uma disputa de poder sangrenta.
Samson, agora curado, retorna ao templo, encontra Kelson agonizando e lhe permite morrer com a sensação de que sua pesquisa teve significado, antes de carregá-lo para longe. Essa cena reforça a ideia de que ainda existe espaço para humanidade e gratidão mesmo dentro da brutalidade do mundo infectado.
Depois de toda a carnificina do Bone Temple, o filme corta para um cenário bem mais calmo: um chalé isolado, onde Jim vive com sua filha. Ele se tornou uma figura quase mítica no universo da franquia, um sobrevivente veterano que carrega memória, trauma e experiência de 28 anos de colapso social.
Essa decisão é fundamental: em vez de ignorar estranhos para proteger apenas sua família, Jim opta por intervir e salvar Spike e Kelly. O gesto contrasta diretamente com visões distorcidas de Jim apresentadas pelo culto, que o associava a um salvador sombrio ou quase demoníaco, misturado à figura real de Jimmy Savile evocada pela estética de Crystal.
A cena é embalada pela faixa icônica “In the House – In a Heartbeat”, usada em 28 Days Later, conectando emocionalmente o passado de Jim à nova geração. A música, somada ao corte para os créditos, deixa claro que esse encontro é o gancho para o próximo capítulo e não apenas um epílogo fechado.
A escolha de Jim de ajudar Spike e Kelly carrega várias camadas:
Em termos de construção de universo, Jim deixa de ser apenas uma lembrança do filme original e se torna eixo narrativo para onde tudo converge: trauma antigo, nova forma de fanatismo (os Jimmys) e a possibilidade de reumanizar quem sobreviveu.
O encontro entre Jim, Spike e Kelly sugere uma futura trama focada em:
O final de The Bone Temple é, portanto, menos sobre respostas e mais sobre reposicionar as peças no tabuleiro: Jim escolhe agir, Spike e Kelly viram foco de esperança, e o universo 28 Years Later ganha fôlego para um último capítulo ainda mais sombrio e político.
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