“The Madison“, a mais recente série de Taylor Sheridan, é uma obra que explora a intimidade e a melancolia de forma sutil. Mas, ao mesmo tempo, não hesita em criticar a vida urbana de forma um tanto peculiar. Desde sua estreia em 14 de março de 2026, a série tem causado estranheza por sua visão aparentemente antiquada de Nova York. Com os lançamentos dos episódios finais, essa perspectiva se mantém, levantando questões sobre a percepção de Sheridan sobre a cidade.
Desde o episódio inicial, “The Madison” se destaca por substituir o melodrama característico de “Yellowstone” por uma exploração mais profunda do luto. Sheridan pinta a família Clyburn como personagens complexos, vulneráveis às dores do mundo real. Este é um desvio refrescante de sua representação habitual dos urbanos como vilões gananciosos.
No entanto, a série não escapa de uma visão estereotipada, especialmente quando se trata de Nova York. Um exemplo claro disso é o episódio 4, que sugere que andar de bicicleta na cidade é praticamente inviável devido à criminalidade desenfreada. Tal representação levanta dúvidas sobre a familiaridade de Sheridan com as realidades urbanas.
“The Madison” começa em Nova York, onde a personagem Paige McIntosh, interpretada por Elle Chapman, é assaltada enquanto caminha pela cidade. A cena ilustra a cidade como um lugar hostil e perigoso, um tema que continua ao longo dos episódios. A mãe de Paige, Stacy, questiona sua decisão de andar a pé, sugerindo que mesmo locais como a Quinta Avenida não são seguros.
Essa representação levanta a questão: Taylor Sheridan realmente acredita que Nova York é um antro de criminalidade incontrolável? Ainda mais quando personagens discutem que andar de bicicleta é perigoso, com um deles afirmando que é mais seguro usar um Peloton em casa. A noção de que ciclistas seriam facilmente atacados em um semáforo parece um tanto exagerada.
A série prometeu desafiar as fraquezas de Sheridan, especialmente em relação à escrita de personagens femininas. No entanto, sua visão de Nova York parece presa a estereótipos ultrapassados. É curioso, Sheridan viveu na cidade em sua juventude e admitiu ter uma relação de amor e ódio com o local.
Essa visão antiquada de Nova York contrasta com a sensibilidade da série ao tratar do luto e da transformação que ele provoca. Enquanto “The Madison” aborda de forma convincente a complexidade do luto, a insistência em pintar a cidade como um cenário de perigo constante soa dissonante.
Embora “The Madison” ofereça uma perspectiva nova e emocionalmente rica sobre o luto, sua insistência em retratar Nova York como um lugar hostil parece uma oportunidade perdida para Sheridan se reconciliar com sua visão dos urbanos. Em um drama que examina tão bem a dor da perda, a representação exagerada da cidade obscurece o que poderia ser uma história mais equilibrada e realista.
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