Um Clássico Aterrorizante da Ficção Científica dos Anos 70 Está Disponível no Prime Video
O thriller de ficção científica “The Andromeda Strain”, dirigido por Robert Wise em 1971, é uma obra que continua a impressionar. Baseado no romance de 1969 de Michael Crichton, o filme se destaca como um dos melhores thrillers sobre vírus já produzidos, influenciando muitas obras subsequentes do gênero. Em meio a um cenário de laboratório subterrâneo, cientistas tentam desvendar os mistérios de um vírus mortal, que chegou à Terra através de um satélite caído, desafiando todas as regras biológicas conhecidas.
Esse vírus incomum não possui DNA, RNA ou proteínas, mas consegue converter energia em matéria de maneira perfeita. Sua capacidade de cristalizar o sangue e matar quase instantaneamente, além de seu ciclo de vida extremamente rápido e mutável, tornam a trama ainda mais envolvente.
Um Procedural Científico Fascinante
A maior parte do filme se desenrola de maneira procedural. O satélite aterrissa em Piedmont, uma pequena cidade do Arizona, e parece eliminar todos os seus habitantes. Apenas duas pessoas sobrevivem: um idoso alcoólatra chamado Peter Jackson (interpretado por George Mitchell) e um bebê chamado Manuel. Com a ajuda do governo, uma equipe de super-cientistas é convocada para desvendar essa anomalia.
A equipe é liderada pelo Dr. Jeremy Stone (Arthur Hill), acompanhado por Dr. Hall (James Olsen), Dr. Leavitt (Kate Reid) e Dr. Dutton (David Wayne). O vírus é transferido para um laboratório ultra-protegido chamado Wildfire, onde os cientistas passam por rigorosos protocolos de descontaminação antes de iniciar suas investigações. O roteiro, escrito por Nelson Gidding, traz uma autenticidade científica que torna a ameaça viral alienígena assustadoramente real.
Impacto Duradouro e Relevância Científica
“The Andromeda Strain” é um filme que faz o espectador se sentir inteligente, com um roteiro que equilibra jargões médicos e explicações acessíveis. A obra inspirou até mesmo ambientalistas reais, preocupados com a possibilidade de contaminação viral interplanetária, tema abordado também no livro “When Biospheres Collide” de Michael Meltzer.
Crichton também introduz um conceito intrigante: a Hipótese do Homem Ímpar, que sugere que homens solteiros e sem filhos são as melhores escolhas para decisões de autodestruição em situações de emergência. No entanto, Crichton critica a hipótese, alertando para o perigo de governos transferirem o controle nuclear para cidadãos comuns.
Avaliações e Reconhecimento
“The Andromeda Strain” foi bem recebido pela crítica. Stephen Handzo, do Village Voice, elogiou o filme, destacando seu uso de cores e estética médica. Roger Ebert também reconheceu a produção, elogiando o design técnico e a plausibilidade visual em comparação com “2001: Uma Odisseia no Espaço”. O filme recebeu uma indicação ao Oscar por sua direção de arte e foi um sucesso de bilheteria, arrecadando US$ 12,4 milhões.
A popularidade do livro e do filme ao longo das décadas levou a uma adaptação em minissérie em 2008, estrelada por Benjamin Bratt. No entanto, a minissérie não teve o mesmo impacto que o filme original.
Conclusão
“The Andromeda Strain” é essencial para os fãs de ficção científica, com sua trama envolvente e precisão científica. Felizmente, está disponível para streaming no Prime Video, permitindo que uma nova geração de espectadores descubra esse clássico atemporal. Além disso, a edição em Blu-ray da Arrow Video é uma excelente aquisição para os colecionadores.
