Algumas histórias não apenas pedem para serem lidas — elas exigem ser vividas. Esse é o caso de Centuria, o mangá de fantasia sombria do artista japonês Tohru Kuramori. Situada em um mundo mitológico cheio de deuses antigos e mares traiçoeiros, a série segue Julian, um homem preso a um contrato divino que lhe concede poderes extraordinários, mas ao custo espiritual de cem almas perdidas em um navio negreiro.
Centuria se inspira profundamente na mitologia mundial e no folclore, criando uma narrativa onde os deuses não são nem benevolentes, nem maliciosos, apenas incognoscíveis. A agência humana resiste bravamente diante de forças que nenhum mortal jamais deveria compreender. Desde sua publicação sob a Shueisha, a obra de Kuramori recebeu elogios por sua arquitetura mitológica rica e pelos designs de monstros que realmente causam inquietação. Agora, com a edição em alemão disponível pela Egmont Manga, os leitores europeus têm a chance de descobrir uma das vozes mais ambiciosas da fantasia sombria no mangá.
Julian, o protagonista, está envolvido em uma barganha divina que lembra pactos faustianos. Kuramori comenta sobre suas influências: “A história está enraizada na mitologia em torno de Cthulhu, além de elementos dos Piratas do Caribe.”
As cem almas no navio representam tanto um fardo literal quanto simbólico para Julian. “Elas são um peso para Julian, mas também lhe concedem força sobre-humana”, explica Kuramori. O significado exato dessas almas será explorado à medida que a história avança.
Kuramori descreve o destino em sua obra de maneira irônica, ainda explorando como entrelaçar elementos de profecia e predestinação na narrativa. “Estou tentando introduzi-los cuidadosamente à medida que a história se desenvolve”, afirma.
Os poderes de Julian são mais uma maldição do que uma bênção, refletindo a dualidade presente em muitas tradições mitológicas. “Há um equilíbrio em jogo, e tento transmitir isso claramente na história”, comenta o autor.
Kuramori se inspira em mitologia, folclore, histórias de terror e filmes para criar criaturas que parecem tanto fantásticas quanto parte natural do ecossistema sombrio de Centuria.
Embora Centuria possa lembrar Berserk na superfície, Kuramori foca na imprevisibilidade dos deuses, destacando a arbitrariedade divina que os humanos não conseguem entender. “É essa imprevisibilidade que torna Centuria distinta”, diz ele.
A morte de Mira e o nascimento de Diana criam um momento transformador na jornada de Julian. “A responsabilidade de Julian para com Diana começou como um pequeno subplot que se tornou mais significativo com o tempo”, revela Kuramori.
Julian carrega o trauma herdado das cem almas, um elemento que Kuramori ainda está desenvolvendo. “Prefiro não revelar muito — este elemento ainda está em desenvolvimento”, diz ele.
Julian questiona a lógica divina, uma habilidade que o distingue, segundo Kuramori. “Julian é inteligente o suficiente para questionar a lógica divina em vez de aceitá-la de uma perspectiva puramente humana.”
Kuramori busca entreter os leitores mais do que se tornar um grande intérprete de mitologia sombria. “Minha contribuição, se houver uma, seria simplesmente que o leitor seja entretido. Isso é o que realmente importa para mim.”
Centuria de Tohru Kuramori oferece uma exploração rica e complexa de mitologia e poder, desafiando os leitores a considerar o custo do poder divino e a imprevisibilidade dos deuses. Com influências que vão de Cthulhu a Piratas do Caribe, Kuramori cria um mundo onde o desconhecido e o sombrio são palpáveis, oferecendo uma contribuição única ao gênero de fantasia sombria.
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