A série A Knight of the Seven Kingdoms nos leva de volta ao universo de Westeros, mas desta vez com um foco quase exclusivo no universo masculino. Baseada na novela de George R.R. Martin, a produção da HBO narra as aventuras de Dunk, um cavaleiro errante, e Egg, um jovem misterioso. Desde o início, a série respira testosterona, refletindo a narrativa original de Martin.
A adaptação televisiva tenta, timidamente, incluir personagens femininas. Até agora, a presença das mulheres é limitada a algumas trabalhadoras do sexo que cruzam o caminho de Dunk e a artista Tanselle, que pinta um novo brasão para o escudo do cavaleiro. Segundo Tanzyn Crawford, que interpreta Tanselle, a descrição da personagem na novela é mínima, e sua influência na história também.
No penúltimo episódio da primeira temporada, somos apresentados a uma nova figura feminina por meio de flashbacks: Rafe, interpretada por Chloe Lea. Ela aparece em Flea Bottom, ao lado de Dunk, num cenário de pobreza medieval. Embora a relação entre os dois seja próxima, seus planos de escapar para um futuro melhor são destruídos de forma trágica. Rafe é morta violentamente, um destino que foi criado exclusivamente para a série, pois não está presente na obra original.
A morte de Rafe destaca o desequilíbrio gritante na representação de gênero na série. Enquanto a brutalidade é uma constante em Game of Thrones, a ausência de personagens femininas complexas e com agência própria é preocupante. Personagens como Tanselle e Rafe acabam servindo apenas como acessórios para as histórias dos homens, em vez de terem suas próprias narrativas desenvolvidas.
A expectativa é que a segunda temporada traga uma abordagem mais equilibrada, especialmente com a inclusão da Red Widow, uma figura feminina de destaque na segunda novela. Contudo, a primeira temporada deixou claro que as políticas de gênero dos roteiristas ainda estão presas a concepções arcaicas, refletindo a ambientação medieval da série.
Enquanto A Knight of the Seven Kingdoms se posiciona como uma história essencialmente masculina, isso não justifica a falta de representação feminina robusta. A série precisa evoluir para refletir um equilíbrio mais realista e justo, tanto em Westeros quanto no mundo atual. Para os fãs que aguardam ansiosamente por mais intrigas e aventuras, a série continua a ser exibida semanalmente na Sky e NOW. Para quem busca mais opções de entretenimento, vale conferir nosso Guia de TV e Guia de Streaming, ou explorar nosso hub dedicado a Fantasia. Para recomendações e análises de TV, ouça o The Radio Times Podcast.
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