Com um consumo médio diário de 8 bilhões de tokens, a AT&T enfrentou um desafio monumental em escala. Andy Markus, diretor de dados, percebeu que não era viável ou econômico processar tudo através de modelos de raciocínio grandes. A solução foi a reconstrução da camada de orquestração no assistente pessoal Ask AT&T, resultando em uma pilha de agentes múltiplos baseada no LangChain.
Essa nova estrutura utiliza “super agentes” de grandes modelos de linguagem para direcionar “agentes de trabalho” menores, focados em tarefas específicas. Este modelo flexível melhorou significativamente a latência, velocidade e tempos de resposta, alcançando até 90% de economia de custos. Markus acredita que o futuro da inteligência artificial está em muitos modelos de linguagem pequenos (SLMs), que se mostraram tão precisos quanto os modelos grandes em áreas de domínio específicas.
Utilizando essa arquitetura reestruturada e o Microsoft Azure, a AT&T criou o Ask AT&T Workflows, uma plataforma gráfica que permite aos funcionários automatizar tarefas. Os agentes utilizam uma suíte de ferramentas proprietárias da AT&T para processamento de documentos, conversão de linguagem natural para SQL e análise de imagens. Todo o processo é supervisionado por humanos, garantindo a precisão e segurança dos dados.
Ao invés de construir tudo do zero, a AT&T opta por modelos “intercambiáveis e selecionáveis,” evitando a reconstrução de commodities. À medida que as funcionalidades amadurecem, substituem ferramentas internas por opções prontas do mercado. Isso permite que a empresa se adapte rapidamente às mudanças do setor, realizando avaliações rigorosas das opções disponíveis.
O Ask AT&T Workflows já foi implementado para mais de 100.000 funcionários, com mais da metade usando diariamente e relatando aumentos de produtividade de até 90%. A plataforma oferece duas jornadas: uma pro-code, para programação em Python, e uma no-code, com interface visual de arrastar e soltar. Curiosamente, até usuários proficientes preferem a opção no-code.
Essa abordagem também está transformando a maneira como a AT&T desenvolve software, através do que Markus chama de “AI-fueled coding.” Utilizando métodos ágeis e prompts de linguagem natural, a equipe pode criar protótipos de software rapidamente. Isso não só acelera o ciclo de desenvolvimento, mas também aumenta a produção de código de qualidade de produção.
Com uma visão inovadora e o uso estratégico de modelos de linguagem pequenos, a AT&T está redefinindo a eficiência e a eficácia da inteligência artificial e do desenvolvimento de software. Essa abordagem não só melhora a produtividade da empresa, mas também oferece um vislumbre do futuro da tecnologia, onde a automação e a agilidade caminham lado a lado.
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