Amanda Seyfried, nascida na Pensilvânia, conquistou Hollywood desde sua estreia em 2004 no filme “Meninas Malvadas”. Com uma carreira diversificada, ela estrelou em produções como “Mamma Mia!”, “Lovelace” e “Mank” de David Fincher, pelo qual foi indicada ao Oscar. Na televisão, destacou-se em “Twin Peaks: The Return” de David Lynch e ganhou um Emmy e um Globo de Ouro por sua interpretação como a CEO Elizabeth Holmes em “The Dropout”. Agora, Seyfried está recebendo ótimas críticas por sua atuação em “The Testament of Ann Lee”, um drama musical histórico dirigido por Mona Fastvold.
A diretora Mona Fastvold comentou que escolheu Amanda para o papel de Ann Lee por considerá-la “realmente forte, uma mãe maravilhosa e um pouco louca”. Sobre isso, Seyfried respondeu com leveza, destacando que “louca” pode ter muitos significados, mas no contexto do filme, refere-se à capacidade de ser completamente desinibida. Ela enfatiza que, conforme sua carreira avança, as pessoas confiam mais em sua habilidade de se entregar totalmente aos personagens.
Apesar das críticas positivas, Seyfried não esconde que a experiência de filmar “The Testament of Ann Lee” foi desafiadora. Ela descreveu as condições no set como “extremamente desconfortáveis”, especialmente por ter que lidar com frio e umidade por até oito horas diárias. Além do desconforto físico, a carga emocional do papel também foi intensa, já que Ann Lee perdeu todos os seus quatro filhos ainda na infância, uma dor que Amanda teve que imaginar e representar.
Durante as filmagens na Hungria, Amanda levou sua família – o marido Thomas Sadoski e seus filhos – para Budapeste. A experiência foi enriquecedora para as crianças, que conheceram novos lugares e culturas. Entretanto, a logística foi desafiadora, especialmente ao transportar 36 quilos de comida congelada para o cachorro da família.
Interpretar uma personagem com forte crença religiosa foi uma escolha ousada. Seyfried, que cresceu na Igreja Unida de Cristo, descreve sua criação religiosa como tranquila e sem a intensidade do personagem de Ann Lee. Hoje, seu refúgio espiritual é encontrado na natureza, longe de qualquer instituição religiosa formal.
Receber elogios e indicações como o Globo de Ouro e Critics Choice não a deslumbram. Para Seyfried, essas conquistas ajudam em sua carreira, mas sua verdadeira satisfação vem do orgulho pessoal em seu trabalho. Apesar das críticas ao seu sotaque em “The Testament of Ann Lee”, ela se mantém satisfeita com seu desempenho.
Amanda Seyfried é otimista quanto à possibilidade de uma terceira edição de “Mamma Mia!”. Ela brinca que, mesmo que Meryl Streep tenha que retornar como um fantasma, há músicas suficientes do ABBA para mais filmes. Além disso, Seyfried reflete sobre sua experiência ao fazer testes para “Wicked”, reconhecendo que tudo aconteceu por uma razão e que valoriza a clareza nas comunicações durante o processo de seleção.
Recentemente, estrelou “The Housemaid” ao lado de Sydney Sweeney, onde a semelhança física entre as duas foi destacada. Amanda, agora mais madura, aceita bem seu papel mais velho na indústria, sem saudades da juventude. Ela expressa empatia por Sydney, que lida com pressões intensas devido à fama.
Com 40 anos, Amanda Seyfried vê a próxima década com otimismo, inspirada por amigos que encontraram felicidade após os 40. A atriz, que já conquistou tanto, continua a explorar novos desafios e a se reinventar, mantendo-se fiel a si mesma e à sua arte.
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