Crítica de “Ready or Not 2: Here I Come”: Uma Explosão de Diversão Contra a Elite
O coletivo de cineastas Radio Silence se firma como uma voz marcante no horror contemporâneo, especialmente após o sucesso de “Ready or Not”. A produção foi descrita como “a surpresa mais agradável da temporada de filmes de verão” por Chris Evangelista do /Film, consolidando Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett como nomes de peso no gênero. Após dirigirem “Scream” (2022) e sua sequência “Scream VI”, a dupla retorna ao universo que criou com “Ready or Not 2: Here I Come”, seu primeiro projeto original a ganhar uma sequência.
As continuações de filmes de terror frequentemente dividem o público, especialmente quando o original conquista uma base de fãs apaixonada, como “Ready or Not”. Manter o humor afiado e o caos sangrento do primeiro filme não seria tarefa fácil. No entanto, “Ready or Not 2: Here I Come” consegue ser tão explosivamente divertido quanto seu antecessor, mesmo que, essencialmente, seja “o mesmo, mas em maior escala”.
Um Novo Jogo Mortal Começa
“Ready or Not 2” retoma a história imediatamente após Grace (Samara Weaving) sobreviver ao mortal jogo de esconde-esconde do primeiro filme. No hospital, ela recebe a visita de sua irmã Faith (Kathryn Newton), com quem tem uma relação tensa. Mas seus dramas familiares logo se tornam o menor de seus problemas. A sobrevivência de Grace e a destruição da família Le Domas desencadearam um novo e mais amplo jogo: as famílias mais ricas e poderosas do mundo agora devem caçar Grace e Faith — ou enfrentar o mesmo destino mortal de seus parentes.
Um Espelho das Estruturas de Poder Reais
Se assistir uma família rica e insuportável explodir em “Ready or Not” já era satisfatório, “Ready or Not 2: Here I Come” vai além, refletindo sobre os sistemas de poder corruptos do mundo real. O filme expande o universo da família Le Domas para mostrar a teia de influência de Mr. Le Bail. Há mais oportunidades para ver algumas das piores pessoas do planeta enfrentarem suas consequências, e assistir isso ser desencadeado por Grace e Faith é um deleite absoluto.
O elenco é um show à parte, com personalidades ridículas interpretadas por favoritos do gênero (Sarah Michelle Gellar! Elijah Wood! Shawn Hatosy! DAVID CRONENBERG!!!), além de colaboradores anteriores e novos rostos que os fãs de terror vão adorar. A atuação de Shawn Hatosy como Titus Danforth e a chegada de Maia Jae como Francesca El Caido são destaques que enriquecem a trama.
Samara Weaving e Kathryn Newton: Protagonistas Natais
Samara Weaving se consagrou como uma das patronas do cinema “Good For Her” com “Ready or Not”, e Kathryn Newton se junta a essa lista com seu sucesso cult “Lisa Frankenstein”. Os diálogos rápidos e inteligentes são um prato cheio para ambas, e Newton traz seu toque de caos característico a Faith, enquanto Grace luta para não ser sobrecarregada pela realidade de que seu vestido de noiva encharcado de sangue não significa que está fora de perigo.
As cenas de ação são ainda maiores e mais sangrentas desta vez. Weaving e Newton são sempre dispostas a se entregar totalmente. Apesar de sentir falta do terror íntimo de ver Grace presa em uma casa, os novos terrenos de caça justificam a existência da sequência, especialmente quando lidamos com cultos secretos que controlam o mundo. A perseguição em plena luz do dia lembra que a elite não espera anoitecer para atacar.
Conclusão
“Ready or Not 2: Here I Come” dobra a aposta e joga para valer. Ou você embarca na mudança do mundo, ou sucumbe. É realmente simples assim. Com uma classificação de 8 em 10, o filme estreia nos cinemas em 20 de março de 2026.
