Steven Spielberg Destaca Filme de Fantasia dos Anos 80 como Subestimado
Steven Spielberg é um nome que ressoa fortemente no universo cinematográfico. Sua contribuição para o cinema é tão vasta que é quase impossível encontrar um fã da sétima arte que não tenha assistido a pelo menos meia dúzia de seus filmes. Este é o homem que nos trouxe “Tubarão” e praticamente inventou o blockbuster de verão. Ele já foi indicado ao Oscar em seis décadas diferentes e, agora, está chamando a atenção para um de seus filmes menos vistos.
Durante o painel de Spielberg no South By Southwest (SXSW), o icônico diretor compartilhou que constantemente evita olhar para trás, preferindo focar no futuro. No entanto, quando questionado por Sean Fennessey do podcast The Big Picture sobre qual de seus filmes ele considera mais subestimado, Spielberg mencionou um esquecido filme de fantasia dos anos 80 que muitos críticos consideram um de seus piores.
“Always”: Uma Redescoberta Necessária
O filme em questão é “Always”, uma releitura de “A Guy Named Joe”, de 1943, dirigida por Victor Fleming. Spielberg recriou a história com Richard Dreyfuss, Holly Hunter e John Goodman, e, ao mencionar o título, a audiência começou a aplaudir. O diretor agradeceu, afirmando: “Eu amo o filme, realmente amo”.
Lançado no final de 1989, “Always” chegou aos cinemas após Spielberg dominar a década, mas foi recebido com críticas mistas, com Roger Ebert chamando-o de “o filme mais fraco de Spielberg desde ‘1941’”. No entanto, a pergunta persiste: “Always” merece uma segunda chance?
Uma Jornada Emocional e Sensível
Durante o painel, Spielberg expressou sua afinidade por “A Guy Named Joe”, admitindo que costumava mostrar o filme para namoradas na juventude. Em sua nova versão, “Always” apresenta Richard Dreyfuss como Pete Sandich, um piloto-bombeiro destemido que preocupa sua namorada, Dorinda (Holly Hunter), e seu melhor amigo, Al (John Goodman), com seu comportamento arriscado.
Após morrer em um incêndio, Pete encontra Hap (Audrey Hepburn, em seu último papel no cinema) no além, que o envia de volta à Terra como anjo da guarda de Ted (Brad Johnson), um piloto em treinamento. Para sua surpresa, Ted se torna o novo amor de Dorinda.
Embora muitos considerem “A Guy Named Joe” superior, há algo inexplicavelmente cativante na interpretação desajeitada de Spielberg. “Always” pode ser considerado um dos filmes mais sensíveis e sentimentais do diretor, com atuações incríveis, mesmo que o roteiro não ofereça tanto espaço quanto a versão original.
Conclusão
Para os fãs de Spielberg e histórias de amor açucaradas, “Always” é sem dúvida uma obra que merece ser revisitada. No entanto, é essencial abandonar quaisquer expectativas pré-concebidas sobre o que define “um filme de Steven Spielberg” e apreciar a paixão do diretor por esta história.
