Estreia de Wasteman: Drama Prisional Impactante

Horácio T

Estreia de “Wasteman”: um drama prisional que desafia expectativas

O novo drama prisional “Wasteman” marca a estreia na direção de longas-metragens do cineasta Cal McMau e traz performances marcantes de dois dos atores britânicos mais promissores do momento, David Jonsson e Tom Blyth. Jonsson, vencedor do BAFTA Rising Star Award no ano passado, interpreta Taylor, um preso prestes a ganhar liberdade antecipada. Contudo, a chegada de seu novo colega de cela, Dee, vivido por Blyth, ameaça este cenário com comportamentos extremamente voláteis.

Autenticidade e parcerias para um retrato fiel

O filme é envolvente e, por vezes, desafiador de assistir, abordando as duras realidades da vida na prisão com coragem e autenticidade. Isso foi possível, em grande parte, graças à colaboração com a ONG de reabilitação prisional Switchback, que trabalhou com os cineastas para garantir um senso de realismo, evitando cair nos clichês do gênero.

Uma nova visão sobre o sistema prisional

Em uma entrevista exclusiva ao Radio Times, durante o Festival de Cinema de Londres do ano passado, Tom Blyth revelou que sua visão sobre o sistema prisional mudou significativamente após sua participação no projeto. “Antes disso, eu achava que tinha uma empatia elevada ou ao menos uma visão mais aprofundada sobre o sistema prisional”, explicou. “Mas percebi que era muito ingênuo, sem nem mesmo saber disso.”

Após uma pesquisa extensa para interpretar seu personagem, Blyth concluiu que “o sistema prisional está quebrado, operando além da capacidade, com falta de pessoal e de financiamento, e acho que seus objetivos estão equivocados”. Ele observou que longe de reabilitar, o sistema parece apenas isolar as pessoas, colocando-as em um espaço reduzido e esperando pelo melhor, enquanto os problemas externos se intensificam internamente.

Um chamado por reforma e investimento social

Blyth destacou a necessidade de um sistema voltado à verdadeira reabilitação, com uma abordagem mais humanista. “Acredito que o financiamento e o foco precisam começar muito antes de as pessoas entrarem no sistema prisional”, afirmou. “Isso deve começar quando são jovens, enfrentando a pobreza, sem acesso a boas escolas, apoio emocional e psicológico.”

Ele refletiu que, se alguém como Dee tivesse tido infraestrutura e investimento ao seu redor desde jovem, seu destino poderia ter sido diferente.

O papel da arte na discussão social

Concordando com Blyth, Jonsson reconheceu a complexidade de reformar o sistema atual. “Mas fazer este filme também não foi fácil”, ele continuou. “A maravilha da arte é que, às vezes, ela pode realmente provocar uma conversa. Se este filme conseguir isso, além de entreter e causar impacto, será excelente.”

Conclusão

“Wasteman” chega aos cinemas do Reino Unido na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, prometendo não apenas desafiar o público, mas também estimular uma discussão necessária sobre o sistema prisional. Para mais informações e recomendações de filmes, não deixe de conferir nossa cobertura no portal.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.