Leonard Nimoy: Direção Além de Jornada nas Estrelas
Leonard Nimoy é amplamente reconhecido por sua icônica atuação em Star Trek, mas seu talento se estendia também para trás das câmeras. Ao longo de sua carreira, ele dirigiu seis filmes, destacando-se por obras como “Three Men and a Baby” e “Star Trek IV: The Voyage Home”. No entanto, nem todas as suas produções foram bem-sucedidas. Entre suas menos memoráveis está a comédia de 1994, “Holy Matrimony”, que, apesar de tentar provocar risos, falhou em entregar piadas de qualidade.
Antes disso, em 1988, Nimoy dirigiu o controverso “The Good Mother”, protagonizado por Diane Keaton e Liam Neeson. O filme gerou debate por suas escolhas narrativas estranhas, resultando em uma recepção crítica morna, com 54% de aprovação no Rotten Tomatoes. Isso, contudo, não impediu Nimoy de continuar explorando tramas inusitadas, culminando em seu último filme, que envolvia crianças de maneira igualmente questionável.
Holy Matrimony: Uma Comédia Estranha dos Anos 90
Na década de 90, comédias memoráveis surgiram, mas “Holy Matrimony” não foi uma delas. Dirigido por Nimoy, o filme apresenta Patricia Arquette casando-se com um Joseph Gordon-Levitt pré-adolescente, uma premissa que já começa de forma discutível. Arquette interpreta Betsy “Havana” Iggins, que, após um roubo com seu namorado, se refugia em uma comunidade Hutterita no Canadá. Após a morte de seu parceiro, Havana é pressionada a casar-se com o irmão menor dele, Zeke, interpretado por um Joseph Gordon-Levitt de apenas 12 anos.
O filme tenta arrancar risadas ao explorar a dinâmica estranha deste casamento forçado, mas acaba apenas intensificando o constrangimento. Zeke, naturalmente, não está satisfeito com a situação, preferindo “beijar uma cabra” a sua nova esposa, enquanto Havana busca desesperadamente o dinheiro roubado. A crítica não perdoou, e “Holy Matrimony” recebeu um devastador 0% no Rotten Tomatoes.
Críticas Severas ao Último Filme de Nimoy
A direção de Nimoy em “Holy Matrimony” não foi bem recebida. Jonathan Romney, do The Guardian, descreveu o filme como “uma bagunça não engraçada e profana”. O Financial Times criticou Nimoy por criar um filme “insípido e superficial”, enquanto Geoff Brown, do The Times, o considerou menos ofensivo do que sugerido, mas ainda assim perturbador. Jeff Simon, do The Buffalo News, resumiu o sentimento geral ao classificá-lo como uma “atrocidade”.
Apesar das críticas negativas, “Holy Matrimony” conseguiu arrecadar modestos $713.234 nas bilheterias, um feito surpreendente dado o consenso crítico. A plataforma Letterboxd está repleta de avaliações questionando a razão por trás de sua produção, refletindo o impacto duradouro do filme como uma curiosidade desastrosa no legado de Nimoy.
Conclusão
Embora Leonard Nimoy tenha deixado sua marca como diretor em algumas produções notáveis, “Holy Matrimony” permanece como um lembrete das vezes em que mesmo os grandes talentos podem falhar. A recepção crítica e a peculiaridade de sua trama asseguram seu lugar como uma curiosidade infame dos anos 90, mantendo-se como um ponto de discussão sobre as escolhas de roteiro e direção de Nimoy.
