Os Dois Westerns Favoritos de Clint Eastwood

Horácio T

**Os Dois Westerns Favoritos de Clint Eastwood: Obras-Primas Distintas**

Se você pudesse entrar na mente de Clint Eastwood e escolher os melhores filmes de sua carreira, a tarefa não seria nada fácil. Este icônico ator e diretor possui um legado repleto de clássicos, especialmente no gênero faroeste, onde seus trabalhos marcam a história do cinema. Para ele, no entanto, a escolha é clara, ou quase: entre seus seis filmes favoritos, destacam-se duas joias do faroeste: “Os Imperdoáveis” (1992) e “O Estranho Sem Nome” (1976).

Embora compartilhem algumas semelhanças, essas duas obras-primas revelam diferenças significativas que refletem a evolução do gênero e a visão de Eastwood. Nos anos 60, o faroeste já estava passando por uma transformação, impulsionada pela trilogia “Dólares”, dirigida por Eastwood e Sergio Leone. Durante a década de 70, o gênero continuou a se reinventar, enquanto o público começava a se distanciar desse tipo de filme. Da ousada proposta do Acid Western “El Topo”, que conquistou a crítica, ao polêmico “High Plains Drifter”, a evolução do faroeste era evidente. Além desse último, Eastwood também dirigiu “O Estranho Sem Nome”, que se tornaria um de seus filmes mais admirados.

Após um hiato de três anos em faroestes, durante o qual ele explorou outros gêneros, Eastwood retornou ao oeste com “O Estranho Sem Nome”. A trama, que aborda a transformação do protagonista após a tragédia, foi uma reflexão sobre os horrores da guerra e a busca por redenção. Como Eastwood destacou em uma entrevista, o filme foi um reflexo dos tempos conturbados da década de 70, especialmente em relação à Guerra do Vietnã. “Ele abordou a divisividade da guerra e como isso afeta o coração e a alma”, afirmou.

Por outro lado, “Os Imperdoáveis” chegou em um momento em que o faroeste parecia ter atingido seu limite. Eastwood, porém, trouxe uma nova perspectiva ao gênero. Neste filme, ele interpreta William Munny, um ex-bandido que não consegue escapar de seu passado sombrio. A obra se destaca por sua abordagem realista e complexa, onde o bem e o mal não são claramente definidos. “O roteiro de ‘Os Imperdoáveis’ era brilhante. Você precisou de um tempo para entender quem era o verdadeiro protagonista”, disse Eastwood, ressaltando a profundidade dos personagens e as questões de moralidade que o filme levanta.

Ambas as obras não só solidificaram a posição de Eastwood como um dos grandes diretores do gênero, mas também deixaram um legado duradouro no cinema, trazendo à tona temas relevantes e universais que ainda ressoam com o público atual.

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Redator e apaixonado por cultura pop em geral.