O universo de Battlefield sempre foi sinônimo de batalhas massivas em multiplayer, mas em 2025 a franquia aposta numa retomada ousada: um modo campanha completo, cinematográfico e cheio de identidade. Sim, o aguardado Battlefield 6 (lançamento em 10 de outubro de 2025) terá nove missões de história que prometem agradar tanto os veteranos da saga quanto aqueles que buscam uma experiência solo envolvente.
Mas será que o jogo entrega algo além de um “tutorial de luxo” para o multiplayer? Vamos mergulhar no que já foi revelado.
Um futuro (quase) real: a guerra de 2027
A campanha se passa em um cenário de futuro próximo (2027-2028), em meio ao colapso da OTAN. No vácuo desse caos surge a Pax Armata, uma corporação militar privada que busca expandir seu poder global.
No comando da elite Dagger 13, um esquadrão de quatro “Marine Raiders”, o jogador será levado para diferentes partes do mundo em missões de sabotagem, assaltos urbanos e operações de infiltração. A ideia, segundo os produtores, foi criar um enredo crível, conectado aos dilemas políticos e militares atuais.
Missões: ação linear, sandbox e muita destruição
O pilar central da campanha é a variedade de gameplay. Algumas fases seguem o estilo cinematográfico e fechado, enquanto outras abrem espaço para liberdade total de abordagem.
- Operation Gladius (Gibraltar): desembarque à beira-mar com veículos blindados e combate intenso corpo a corpo — incluindo mecânicas de reparo que dão um novo ritmo à batalha.
- No Sleep (Nova York): combate noturno em prédios e construções, com uso de visão noturna, paredes destrutíveis e até um marreta para literalmente abrir caminho.
- Operation Ember Strike (Tajiquistão): o destaque até agora. Um mapa aberto onde o jogador, na pele da sniper “Gecko”, pode usar drones explosivos, veículos e táticas livres para eliminar sistemas de mísseis inimigos.
Cada missão leva de 25 a 40 minutos, totalizando cerca de 4 a 5 horas de campanha.
Dagger 13: quatro soldados, quatro estilos de jogo
O esquadrão não é apenas pano de fundo da narrativa. Cada personagem tem papel definido e influencia no design das fases:
- Haz Carter (Assault): especialista em combate próximo.
- Dylan Murphy (Engineer): mestre em explosivos e RPGs.
- Simone “Gecko” Espina (Recon): sniper com drone de reconhecimento e ataque.
- Cliff Lopez (Support): suporte tático, com suprimentos e granadas de fumaça.
Essa dinâmica lembra os papéis clássicos do multiplayer, mas dentro de uma história que dá emoção ao gameplay.
Destruição e tática, o DNA de Battlefield
Não é possível falar da saga sem citar a destruição de cenários. Em Battlefield 6, esse elemento vai além do espetáculo: paredes, pisos e coberturas cedem sob tiros e explosivos, obrigando o jogador a se adaptar em tempo real.
Complementando, o novo sistema de Squad Orders permite comandar sua equipe para executar ataques coordenados com RPGs, fumaça ou reconhecimento — quase como se fosse multiplayer, mas com o peso narrativo de uma campanha solo.
Solo e sempre online: ponto polêmico
Apesar da ênfase no esquadrão, a EA confirmou que a campanha será exclusivamente single-player, sem modo cooperativo. Porém, há um detalhe que já gera debate: é obrigatório estar conectado à internet até para jogar a campanha.
Segundo o estúdio, a exigência garante atualizações críticas em tempo real. Mas convenhamos: para quem gosta de desligar o Wi-Fi e se perder numa boa campanha solo, isso pode ser um impeditivo frustrante.
Vale a pena esperar?
Baseando-se no preview, Battlefield 6 mostra uma campanha que não é apenas um tutorial estendido, mas sim um capítulo que amplia a experiência do universo Battlefield. Com narrativa militar crível, mapas variados, destruição avançada e personagens jogáveis multifuncionais, a EA tenta reconquistar os fãs que sempre sentiram falta de um modo história bem trabalhado.
